Maior grupo automotivo do mundo está saindo da China, depois de fracasso que acende alertas para outras marcas: aos chineses agora só interessam seus próprios modelos

Stellantis deixa o gigante asiático, seguindo os passos de Mitsubishi e Volkswagen

3 ago 2025 - 07h20
(atualizado às 11h20)
Foto: Xataka

A indústria automotiva na China está vivendo um momento crucial, pois o que antes parecia uma mina de ouro para as montadoras tradicionais está se tornando um verdadeiro pesadelo, acendendo o alerta em dezenas de fabricantes.

É o caso da Mitsubishi, que decidiu se retirar completamente do mercado automotivo chinês apesar de operar no país há mais de 20 anos. A queda nas vendas e uma transformação acelerada da indústria chinesa levaram a esse desfecho.

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A história da Mitsubishi na China começou em 1998, quando firmou parceria com a Shenyang Aerospace Mit. Engine. Mfg. Ltd para fabricar motores para carros japoneses e veículos de outras marcas. Em 2012, assinou uma joint venture com a GAC, o que resultou em vendas anuais superiores a 144 mil unidades, principalmente do modelo Outlander.

Essa história é muito semelhante à da Stellantis, que, em número de marcas, é o maior grupo automotivo do mundo e que recentemente declarou falência dentro do mercado chinês, após uma queda incontrolável nas vendas. Curiosamente, o grupo automotivo global também tinha uma aliança com a GAC, mas isso não significa que a empresa chinesa seja a responsável pelo fracasso, já que Mitsubishi e Stellantis não são as únicas montadoras em apuros.

Recentemente, a Volkswagen anunciou o fechamento da fábrica de Nanjing, na China, que opera desde 2008 em parceria com a SAIC Motor e que foi usada principalmente para fabricar o Passat chinês e diversos modelos da Skoda, também ajustados ao gosto asiático.

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