Durante o verão, bairros nobres de Londres enfrentam o caos causado por supercarros do Oriente Médio estacionados ilegalmente em faixas exclusivas e locais proibidos. O problema se agrava pela impunidade: falhas no sistema impedem a cobrança dos infratores quando retornam aos seus países de origem. Em Westminster, por exemplo, 99% das mais de 13 mil multas aplicadas a veículos dos Emirados Árabes entre 2018 e 2022 não foram pagas, gerando prejuízos anuais milionários aos cofres públicos britânicos.
Todo verão, os bairros mais ricos de Londres se enchem de Ferraris, Lamborghinis, McLarens, Rolls-Royces e outros carros do Oriente Médio, juntamente com seus proprietários que fogem do calor do Golfo. O espetáculo tem uma consequência menos glamorosa: muitos estacionam em áreas proibidas, acumulam multas e retornam aos seus países sem pagá-las.
Dados de Westminster mostram a extensão das falhas do sistema.
Estacionamento em áreas proibidas
O Wall Street Journal noticiou que, nas ruas mais exclusivas de Londres, tornou-se comum encontrar Ferraris, Lamborghinis ou McLarens com placas do Oriente Médio estacionadas em áreas de carga e descarga, pontos de ônibus, faixas exclusivas ou sobre as características linhas amarelas duplas que proíbem o estacionamento.
O problema não é apenas que seus proprietários infringem as regras, mas também a dificuldade em fazê-los pagar posteriormente: Westminster tentou cobrar 13.423 multas emitidas entre 2018 e 2022 para veículos registrados nos Emirados Árabes Unidos, e apenas 1% foi paga. Anos atrás, as prefeituras de Londres estimaram que carros estrangeiros deixavam entre 8 e 12 milhões de libras anualmente em multas de estacionamento não pagas e outras dívidas.
Epicentro está nos arredores da Harrods
O problema é especialmente visível nos arredores da Harrods e nos bairros de luxo vizinhos, onde carros de luxo são abundantes, mas o estacionamento subterrâneo é escasso. Rolls-Royces e Bentleys precisam encontrar vagas nas mesmas ruas que qualquer ...
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