Entre a guerra no Oriente Médio e as mudanças climáticas, o momento parece oportuno para apresentar uma tecnologia que permite que um motor de combustão interna funcione sem petróleo convencional e sem emitir CO2. Foi exatamente isso que o Instituto Fraunhofer de Microtecnologia e Microssistemas (IMM), na Alemanha, em colaboração com a startup americana First Ammonia Motors (FAM), acaba de fazer.
A ideia de usar esse gás em um motor a gasolina não é nova, mas as duas entidades acabaram de resolver uma das limitações que há muito impediam seu desenvolvimento.
A amônia, que requer uma temperatura muito alta para atingir o ponto de combustão, era anteriormente misturada com diesel ou metanol para uso em motores. Esse gás, com a fórmula química NH₃, consiste em três átomos de hidrogênio para cada átomo de nitrogênio. Quando o motor é ligado, a amônia não queimada, liberada pelo escapamento, se decompõe e seu hidrogênio é reinjetado diretamente, atuando como aditivo.
Mais inflamável que a amônia, ele permite que o motor dê partida. Uma vez em funcionamento, o motor emite apenas nitrogênio e vapor de água, um nível de poluição menor em comparação com o CO2.
O Chevrolet V8 de 6,6 litros da década de 1990, que serviu como veículo de teste, opera, então, como se estivesse funcionando com gasolina comum. Com uma grande diferença: este motor, não exatamente conhecido por sua eficiência de combustível, vê seu consumo dobrar. A razão é simples: a amônia tem uma densidade energética 50% menor ...
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