Prático, mas perigoso: como o carregador por indução do carro detona o seu celular

Uso combinado de carregador sem fio e espelhamento (CarPlay e Android Auto) gera "jornada tripla" de calor e acelera a degradação do smartphone em até 25% ao ano

26 jul 2026 - 09h01

Carregador de celular por indução (Volkswagen/Divulgação)
Carregador de celular por indução (Volkswagen/Divulgação)
Foto: Divulgação/Volkswagen / Estadão

O carregador de celular por indução virou item de desejo nos carros novos, marcando presença desde modelos. O equipamento caiu no gosto do consumidor pela praticidade, mas pode se tornar um inimigo silencioso da bateria do smartphone.

O uso constante da tecnologia sem fio pode acelerar a degradação e reduzir drasticamente a capacidade máxima da bateria. Alguns especialistas apontam perdas de até 25% da vida útil em apenas um ano.

Para entender os impactos do carregador por indução a longo prazo, conversamos com Antonio Azevedo, CEO e fundador da Logigo, empresa brasileira de tecnologia automotiva e infoentretenimento.

O calor é o maior vilão da bateria

Uma das principais preocupações com o carregador sem fio é a temperatura de operação do smartphone. Como a transferência de energia por indução é menos eficiente, parte da carga se perde e é convertida em calor, aquecendo a base e o aparelho.

No mercado global, já existem bases com três bobinas, motores internos de alinhamento e resfriamento ativo integrado de alta performance. Enquanto modelos premium trazem carregadores potentes (de 25W a 60W), modelos nacionais, como o VW T-Cross, ainda limitam-se a sistemas de 15W com bobina única.

"A tecnologia é um excelente argumento de vendas. O que as montadoras precisam fazer agora é adotar componentes mais modernos para eliminar esses gargalos de usabilidade", conclui Azevedo.

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