A Lotus Technology comprou os 100% restantes da Lotus Advance Technologies, empresa responsável pela operação britânica de carros esportivos da marca. Com o acordo, a companhia chinesa passa a concentrar sob uma única estrutura os negócios ligados aos modelos elétricos, aos esportivos produzidos em Hethel e às atividades de engenharia e tecnologias automotivas.
A operação encerra uma estrutura societária que existia desde 2017, quando a Lotus Advance Technologies era controlada pela Geely em parceria com a Etika Automotive, em uma divisão de 51% e 49%. Com a aquisição, a Geely passa a ter controle integral da operação por meio da Lotus Technology.
Segundo a empresa, a unificação deve facilitar a integração entre engenharia, fabricação, desenvolvimento de produtos e áreas comerciais. A expectativa é reduzir a complexidade administrativa e permitir uma colaboração maior entre as diferentes divisões da Lotus.
“A Lotus é uma marca e uma estratégia, e a partir de hoje é um negócio”, afirmou Qingfeng Feng, chefe da Lotus Technology. Segundo o executivo, engenharia, desenvolvimento e os demais elementos que formam a identidade da marca passam agora a estar reunidos em uma única organização.
A movimentação faz parte do plano Focus 2030, estratégia que pretende reposicionar a Lotus globalmente nos próximos anos. Um dos principais projetos é o Type 135, futuro supercarro híbrido com motor V8 e potência superior a 986 cv.
O modelo está previsto para 2028 e deve utilizar uma evolução do sistema híbrido empregado atualmente no Eletre X. A estratégia também prevê novos desenvolvimentos para o Emira, incluindo uma versão mais potente e leve do esportivo.
A compra da divisão britânica acontece, portanto, em meio a uma tentativa da Lotus de reorganizar sua operação e equilibrar os investimentos em modelos elétricos com a tradição da marca em carros esportivos. A integração das estruturas deve ser um dos pilares para a execução do plano até 2030.