As vendas de veículos equipados com novas tecnologias de propulsão aceleraram em 2025 e alcançaram a maior participação histórica. O emplacamento de modelos elétricos, híbridos e com soluções de baixo carbono somou 285,4 mil unidades, com crescimento de 60,9% na comparação com 2024. A conta inclui tanto veículos de passeio, quanto caminhões e ônibus.
As informações foram divulgadas na quinta-feira (15) pela Anfavea, associação dos fabricantes de veículos.
Preferência por carros importados é a maior em 10 anos
Com o avanço dos veículos de novas tecnologias no mercado brasileiro, cresceram também as importações. Igor Calvet, presidente da Anfavea, alerta que foram vendidos 498 mil unidades fabricadas em outros países ao longo de 2025, com participação de 18,4% no mercado — bem acima do patamar tradicional.
"Do total de importados, 37% vieram da China", observa o presidente da Anfavea. Segundo ele, o País asiático vem ganhando um espaço que antes era do Mercosul e do México. O executivo alerta ainda para o crescimento da importação de kits desmontados e semidesmontados (CKD e SKD) da China para montagem local.
Desde julho do ano passado, o governo determinou uma cota para que empresas trouxessem esses conjuntos com isenção de Imposto de Importação. A política termina no dia 31 de janeiro de 2026, mas há possibilidade de prorrogação — algo que preocupa a Anfavea.
"É importante encerrar essas cotas para garantir previsibilidade e continuidade dos investimentos da indústria automotiva no país", diz. Segundo a Anfavea, o segmento tem R$ 140 bilhões em investimentos anunciados para o Brasil nos próximos anos.