Cinco estudantes de uma escola pública do interior do Paraná conseguiram transformar um resíduo presente em praticamente todas as cozinhas em combustível para veículos. Utilizando óleo de cozinha usado, elas produziram biodiesel capaz de abastecer um ônibus escolar, que circulou por quase uma semana sem necessidade de novo abastecimento.
O projeto foi desenvolvido por alunas do Colégio Estadual Conselheiro Carrão, em Assaí, no norte do Paraná, e deu origem à startup júnior BIOSUN.
Projeto nasceu em uma escola pública e chegou à universidade
A equipe foi formada por Eduarda Priscila Miura (17), Luiza Alves de Souza (17), Leticia Ayumi Tazima Sato (17), Eduarda Pietra Santos Paixão (16) e Fabiane Hikari Kikuti (16).
Inicialmente desenvolvido como projeto de iniciação científica para uma competição promovida pela Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, o trabalho passou a contar com apoio da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que disponibilizou laboratórios e equipamentos para aperfeiçoar a produção do combustível.
Como o óleo de cozinha virou combustível
O biodiesel produzido pelas estudantes é obtido por meio de um processo químico conhecido como transesterificação, amplamente utilizado na indústria de biocombustíveis.
O processo começa com a coleta do óleo de cozinha usado, que passa por uma filtragem para remover resíduos sólidos. Depois, o material é aquecido e misturado com álcool e uma base química, dando origem a duas substâncias: o biodiesel e o glicerol.
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