A Renault apresentou na Índia a linha 2027 do Kwid, antecipando mudanças que devem chegar ao modelo brasileiro nos próximos meses. Perto de completar uma década de mercado em nosso país, o hatch de entrada recebe atualização discreta, sem grandes alterações de estilo ou mecânica.
O novo Kwid já roda em testes no Brasil. O lançamento nacional deve seguir a mesma receita indiana, com poucos retoques e algum ganho em termos de conteúdo.
A Renault até poderia ter usado a oportunidade para aproximar o Kwid das linhas do elétrico Kwid E-Tech, como se cogitou em algum momento. Não foi o caso. O hatch manteve a cara conhecida, com as luzes diurnas em LED, os faróis halógenos, as lanternas e os para-choques praticamente sem alterações.
O que muda está nos detalhes. O Kwid 2027 passa a usar o novo logotipo bidimensional da Renault, já visto em Kardian e Boreal, além de calotas redesenhadas, emblemas atualizados e uma nova grafia para o nome do modelo na tampa traseira.
No Brasil, uma das mudanças já vistas nos protótipos camuflados é mais prosaica e talvez mais celebrada: a troca da longa antena dianteira por peça estilo barbatana de tubarão. Não muda o carro, claro, mas remove dele um de seus elementos mais caricatos.
As medidas também continuam as mesmas. O Kwid tem 3,73 metros de comprimento, 1,57 m de largura, 1,47 m de altura e 2,42 m de entre-eixos. O porta-malas leva 279 litros e o vão livre do solo é de 18,4 cm, uma das características que a Renault sempre explorou para vender o hatch como um quase aventureiro urbano (o famigerado "SUV dos compactos").
Interior e equipamentos do Renault Kwid 2027
Por dentro, a principal novidade é o volante de três raios idêntico ao do Kiger, SUV compacto vendido pela Renault na Índia. A alavanca de câmbio também foi atualizada, e a central multimídia ganhou uma nova moldura. Há ainda a inscrição "Kwid" no painel, solução que não existe no modelo brasileiro atual e ajuda a dar uma aparência menos genérica à cabine.
O restante continua familiar. A central multimídia tem tela de 8 polegadas e conexão com Android Auto e Apple CarPlay por cabo. O ar-condicionado é manual e os bancos seguem revestidos em tecido preto com detalhes em amarelo. É um interior simples, mas com pequenos esforços para parecer menos básico do que realmente é.
A lista de segurança ganhou atenção na Índia. A versão de entrada Evolution tem dois airbags, enquanto a topo de linha Climber oferece seis. Dependendo da configuração, o Kwid pode trazer controle eletrônico de estabilidade, ABS com EBD, monitoramento da pressão dos pneus, câmera de ré, sensores de estacionamento, alerta de uso do cinto de segurança, acesso keyless e assistente de partida em rampas.
Sob o capô, a Renault não mexeu em nada. O Kwid indiano mantém o motor 1.0 aspirado de três cilindros, com 69 cv e 9,4 kgfm de torque. A transmissão pode ser manual de cinco marchas ou automatizada AMT.