A tenista mexicana Renata Zarazua exibiu queimaduras nas costas após competir sob o calor intenso da Austrália, alertando para os riscos da exposição ao sol durante torneios no verão.
No Brasil, o Rio de Janeiro bateu o recorde de dia mais quente do ano com impressionantes 40,8ºC nesta terça-feira, 13. Na Austrália, o clima não está muito diferente. Nas redes sociais, a tenista mexicana Renata Zarazua exibiu queimaduras após participar de uma competição no país em pleno verão e alertou para os riscos da exposição ao sol.
Receba as principais notícias direto no WhatsApp! Inscreva-se no canal do Terra
Aos 28 anos, Zarazua foi à Austrália para disputar o tradicional Hobart Open, um torneio feminino preparatório para o primeiro Grand Slam da temporada. Além da pressão da competição, a tenista precisou lidar com um calor sufocante em Melbourne, que tem marcado uma média de 33ºC por dia em janeiro. O resultado foi uma queimadura extensa nas costas.
"O Sol da Austrália não é brincadeira", escreveu Zarazua, exibindo o ferimento de exposição ao sol nas redes sociais.
Nesta quarta-feira, 14, a tenista publicou uma atualização do seu estado de saúde. Com as costas desinchadas e menos vermelhas, ela agradeceu à preocupação do público. "Obrigada pelos conselhos, já melhorou", celebrou.
Atualmente, a mexicana ocupa a 75ª posição no ranking da WTA e se prepara para o Aberto da Austrália. Com experiência em torneios de tênis, Zarazua já devia saber da "fama" das altas temperaturas durante as competições no país.
Durante o primeiro Grand Slam do ano, por exemplo, é comum que os termômetros cheguem até mesmo aos 40ºC. O próximo torneio está marcado para iniciar neste domingo, 18, com previsão de preocupantes 44ºC de máxima.
De olho nos cuidados com os atletas, a Associação de Tenistas Profissionais (ATP) e a Associação Feminina de Tênis (WTA) mantém protocolos específicos para partidas em calor extremo.
Segundo a WTA, é recomendável que as tenistas passem por um processo chamado de aclimatação do calor. Neste caso, as atletas devem se exercitar de maneira cuidadosa e progressiva de 7 a 14 dias no local da competição, para se habituarem com as condições climáticas.
Outras estratégias como o uso de banheiras de gelo antes da competição e a ingestão de 1,5 litro de água a cada 40 minutos também são recomendadas.
Além disso, a Regra de Condições Climáticas Extremas permite uma pausa de 10 minutos entre o segundo e o terceiro set quando determinadas medições forem atingidas para o índice de estresse térmico.