Vojvoda ameniza vaias, pede Vila com mais 'fogo' e promete reação do Santos: 'Vamos recuperar'

Time continua com apenas uma vitória na temporada e encara protesto da torcida

4 fev 2026 - 23h44
(atualizado às 23h49)
Juan Pablo Vojvoda no jogo do Santos contra o São Paulo
Juan Pablo Vojvoda no jogo do Santos contra o São Paulo
Foto: THAISA GIGO/AGÊNCIA O DIA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO

Cada dia mais ameaçado, Juan Pablo Vojvoda pediu uma trégua da torcida do Santos por uma reabilitação de imediato após sete jogos consecutivos sem vitórias. Após o 1 a 1 com o São Paulo na Vila Belmiro, os protestos que começaram ao longo da semana aumentaram o tom. O treinador disse "entender" as cobranças, mas quer o estádio com "mais fogo" e "apoio" por uma volta por cima.

"O resultado vem com trabalho e realização, credibilidade. Isso é a minha maneira de ver, tem de ser assim", explicou o treinador. "Compreendo a paixão, os protestos, e quero a Vila com mais fogo, entende? Vamos recuperar e chamar novamente o torcedor para sentir o apoio em campo."

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Depois de buscar a virada diante do Novorizontino, na estreia do Paulistão, por 2 a 1, o Santos entrou em crise e está lutando contra o rebaixamento no Estadual e somente com um ponto em duas jornadas no Brasileirão. São derrotas para Palmeiras, Chapecoense e São Paulo, além de empates diante de Guarani, Corinthians, Red Bull Bragantino e agora com o São Paulo.

Com somente cinco pontos no Paulistão, o Santos visitará o Noroeste domingo, em Bauru, sob obrigação de vitória para amenizar a bronca da torcida e ganhar um respiro contra a queda, restando somente duas rodadas. O time faz o último jogo na Vila Belmiro com o Velo Clube

Na visão de Vojvoda, mantido no cargo apesar de muitos pedidos de demissão, o elenco precisa ser blindado para ter paz e resgatar o caminho dos triunfos, a começar já no fim de semana.

"Eu, como treinador, sinto a necessidade de unir o clube, os jogadores e todos que trabalham no dia a dia. O clube tem de estar unido", disse Vojvoda. "Eu digo, de verdade, que caminho no CT e as coisas estão melhorando pouco a pouco. E por isso, disse a todos que precisamos disso. Sabemos do ruído de fora, do protesto, mas se trazermos para dentro, não sei se ajuda", frisou.

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"Falei com os jogadores, com o presidente, com Alexandre (Barros, diretor de futebol), para fazerem uma autocrítica. O que estamos fazendo? Esse ano, nos últimos?", questionou, mostrando que não é apenas seu trabalho que não vem dando certo no Santos.

Sobre o clássico, o comandante viu um duelo equilibrado e com resultado justo. "Foi um jogo brigado, disputado, de Série A. O São Paulo já conhecíamos de dois, três dias que nos enfrentamos, e foi uma partida equilibrada, onde os dados estatísticos foram igualados em posse, tivemos mais finalizações, conseguimos abrir o placar, mas há algo para melhorar", reconheceu. "Eles fizeram mudanças, entraram Lucas e o Luciano, ficaram com dois jogadores fortes no jogo aéreo, eu estava pensando em mudança defensiva, mas foram 15 minutos aquém na Vila e recebemos o empate."

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