O Ministério Público de São Paulo notificou o Santos, a Prefeitura de São Vicente e a Saint-Gobain para obter esclarecimentos sobre a compra de um terreno de 700 mil m² para o novo CT da base alvinegra. A transação de quase R$ 7 milhões ocorreu via permuta publicitária, mas a área abriga preservação permanente (APP) e exige estudos e licenças ambientais para aprovação das obras. A prefeitura garantiu que os débitos fiscais do imóvel foram quitados e está otimista quanto ao projeto.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) notificou o Santos Futebol Clube a respeito da compra de um terreno para construir o novo Centro de Treinamento das categorias de base. Nesse sentido, a promotoria também acionou a Prefeitura de São Vicente e a Saint-Gobain, antiga dona do imóvel e atual patrocinadora do time alvinegro.
A diretoria santista anunciou a compra do espaço de 700 mil metros quadrados na última sexta-feira (21). Pelo acordo, o clube pagará o valor de R$ 6.932.560,21 integralmente por meio de ativos comerciais e permuta de publicidade. Contudo, o órgão fiscalizador concedeu dez dias para que todos os envolvidos apresentem esclarecimentos sobre a transação.
Santos conhece as restrições ecológicas e trâmites ambientais
A iniciativa do MP envolve a localização do imóvel, que fica às margens da Avenida Vereadora Angelina Pretti da Silva, na Área Continental de São Vicente. Como o terreno abriga uma Área de Preservação Permanente (APP), a legislação ambiental veda qualquer intervenção estrutural nesses trechos específicos:
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Estudo de Impacto Ambiental: Os técnicos pretendem concluir a análise completa da área até abril de 2027.
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Licenciamento na Cetesb: Logo em seguida, o Peixe precisa protocolar o pedido na agência ambiental paulista.
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Aproveitamento do espaço: O clube conhecerá o percentual liberado para as obras apenas após o parecer dos órgãos competentes.
Posição da prefeitura e regularização fiscal
Por outro lado, o prefeito de São Vicente, Kayo Amado, revelou otimismo com a liberação do projeto. Segundo o político, o Santos respeitará os limites da APP e cumprirá as exigências legais em áreas de mangue e vegetações nativas.
Além disso, a antiga proprietária da área possuía pendências de impostos com o município, mas a prefeitura confirmou que a empresa quitou todos os débitos antes mesmo de iniciar as negociações com o clube paulista.
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