Após empatar em 0 a 0 com o Botafogo e perder a liderança do Brasileirão, o técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, criticou os critérios da arbitragem e a presença de microfones perto do campo. Presente no jogo via efeito suspensivo por punição do STJD após chutar um microfone, o treinador cobrou igualdade nas decisões e afirmou que não mudará sua essência competitiva. O diretor Anderson Barros também fez coro às críticas contra os erros dos árbitros, apontando prejuízos para a partida.
O Palmeiras perdeu a liderança do Campeonato Brasileiro após empatar por 0 a 0 com o Botafogo neste domingo. Ao final da partida, Abel Ferreira não apenas expressou seu descontentamento com o resultado, como também criticou situações envolvendo a arbitragem e atitudes fora do gramado.
Abel reclamou principalmente dos critérios adotados durante a partida. O técnico citou três lances envolvendo jogadores do Palmeiras e questionou as decisões tomadas pelo árbitro, especialmente em uma entrada de sola de Ferraresi em Andreas, que já tinha cartão amarelo, e na expulsão de Barboza no fim do jogo.
"A única coisa que eu peço, como qualquer cidadão brasileiro ou europeu, é que a lei seja seguida. É seguir as leis", comentou o técnico.
O português também voltou a falar sobre o episódio que resultou em sua suspensão pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Ao comentar a atuação da arbitragem no duelo com o Botafogo, relembrou que o árbitro da partida contra o Mirassol havia tomado conhecimento do chute que o treinador deu em um microfone, mas não o puniu durante o jogo
"O que eu tenho a dizer é o que o árbitro fez no campo ficou no campo. O árbitro tomou ciência daquilo que eu tinha feito e não atuou. Eu passei de zero jogos para um e depois dois. A única coisa que eu peço é que, se a lei existe, ela tem que ser igual para todos", afirmou.
Na sexta-feira, a 3ª Comissão Disciplinar do STJD havia suspendido Abel por dois jogos após o técnico chutar um microfone durante a partida contra o Mirassol, pelo Campeonato Brasileiro.
O Palmeiras recorreu da decisão e conseguiu um efeito suspensivo para que Abel pudesse comandar a equipe contra o Botafogo. No recurso, o clube alegou que o relator do caso havia votado pela absolvição das imputações do artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva não prevista em outras regras.
Depois do empate, Abel voltou a questionar a presença de microfones próximos ao banco de reservas e relacionou a situação à cobrança que recebe por suas atitudes durante as partidas. O português afirmou que não pretende mudar sua postura e defendeu que os mesmos critérios sejam utilizados pela arbitragem e pelos órgãos disciplinares.
"Eu não vou mudar a minha essência. Eu sou supercompetitivo, odeio perder e tenho os meus demônios, como todos têm dentro. A única coisa que eu peço é que os critérios sejam iguais para todos. Seja do STJD, seja do árbitro dentro de campo", completou.
Anderson Barros segue tom de Abel e critica arbitragem
Além de Abel, Anderson Barros, diretor de futebol do Palmeiras, também pontuou as falhas da arbitragem em entrevista na zona mista. O dirigente reconheceu o esforço da CBF para melhorar o trabalho dos árbitros, mas afirmou que os erros continuam acontecendo e podem comprometer o desenvolvimento das partidas.
"É perceptível hoje o esforço que a CBF tem feito para melhorar essa condição. Isso é muito claro, mas a gente tem que ainda entender que erros comprometem uma partida. Acho que o José Lima hoje cometeu um erro clássico. Era para ter sido expulso, o jogador vinha em direção ao gol", disse Anderson, citando a decisão do árbitro de não expulsar Marçal por uma falta em Andreas Pereira
O Palmeiras volta suas atenções para a Libertadores. Na quarta-feira, às 19 horas, recebe a LDU, do Equador, para o jogo de ida das quartas de final. O Brasileirão volta no fim de semana. O time alviverde encara o São Paulo, no Nubank Parque, no sábado, às 18h30. No mesmo dia, o Botafogo visita o Red Bull Bragantino, às 20h30.