Abel Ferreira é suspenso por dois jogos pelo STJD após chutar microfone

Técnico do Palmeiras cometeu infração durante partida contra o Mirassol

4 set 2026 - 14h27
(atualizado às 15h53)
Abel foi flagrado chutando o microfone da equipe de transmissão do jogo
Abel foi flagrado chutando o microfone da equipe de transmissão do jogo
Foto: Reprodução/X/@FuteboltotaIbr

O treinador do Palmeiras, Abel Ferreira, foi suspenso por duas partidas pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol (STJD), após ter chutado um microfone durante partida contra o Mirassol. O caso foi tratado como conduta antidesportiva e foi julgado nesta sexta-feira, 4. O clube deve recorrer da decisão.

Segundo o tribunal, o técnico foi denunciado com base em imagens da transmissão em que mostram o treinador chutando deliberadamente um equipamento de captação de áudio instalado junto ao gramado, utilizado pela equipe responsável pela transmissão da partida.

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O Palmeiras deve recorrer da decisão ainda nesta sexta, utilizando como base o entendimento do relator do caso, que votou inicialmente pela absolvição de Abel. O chute chegou a ser analisado pelo árbitro de campo, que optou por não punir o técnico alviverde.

Abel ainda não se manfestou sobre a decisão, mas, antes do julgamento ele desabafou:  "Eu não matei ninguém. Eu vivo o futebol intensamente. Me chamo Abel Ferreira e sou ser humano. Vou cometer erro como todos nós", disse após o empate sem gols com o Santos que garantiu o Palmeiras nas semifinais da Copa do Brasil.

Abel foi representado no julgamento pelo advogado Osvaldo Sestário, que defendeu o que chamou de reação de "um cara sanguíneo". 

"Ele reage impetuosamente naquele momento. O Abel nunca, ele nunca teve qualquer condenação em relação à honra do árbitro, ou seja, colocar em dúvida a honra do árbitro de ladrão, de estar prejudicando, ou qualquer termo que levasse ao 243-F", disse o advogado.

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Sestário também defendeu que o julgamento seria improcedente, já que, durante o jogo, não houve punição aplicada pela arbitragem a Abel.

"Era como se algum jogador tivesse praticado alguma falta dentro do campo, o árbitro entendeu que não foi falta e estão aqui punindo o jogador. E as imagens deixam muito claro que houve um excesso do Abel, mas que o árbitro entendeu, naquele momento, que não era para ser aplicado. Se for o caso de punir o Abel, que seja na pena mínima, convertida em advertência. Mas reitero aqui o pedido de afastamento da denúncia por esses elementos que eu já citei aqui para poder absolver o Abel Ferreira", complementou.

O auditor relator do processo, George Ramalho, chegou a votar por absolver Abel Ferreira. Ele considerou que a conduta do treinador não foi grave. "Nós sabemos o que são situações efetivamente graves, de invasão de campo, de tumulto, de rixa, de agressões físicas, mordida, cuspida, a gente sabe o que é grave", afirmou.

Na sequência, o auditor José Maria Philomeno discordou do voto do relator. Entendendo que houve infração disciplinar, José Maria deu provimento à denúncia e votou por suspender o técnico palmeirense por uma partida.

Acompanhando o entendimento pela infração disciplinar, o auditor Pedro Gonet acrescentou que uma decisão negativa de aplicação de sanção pela arbitragem não impede a análise no Tribunal e, considerando a reincidência do treinador, votou pela suspensão de Abel Ferreira por duas partidas.

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A Presidente da Comissão, Adriene Hassen, e o auditor Rodrigo Buzzi acompanharam a divergência do Dr. Pedro Gonet.

Denúncia contra árbitros foi retirada

No mesmo processo, João Vitor Gobi, árbitro principal da partida; Roger Goulart, quarto árbitro; e Ilbert Estevam da Silva, árbitro assistente de vídeo (VAR), foram denunciados por, supostamente, não cumprirem os deveres atribuídos à equipe de arbitragem.

Após a preliminar apresentada pelo defensor Eduardo Vargas, de que a peça acusatória não descrevia as condutas concretas atribuídas aos denunciados, o auditor relator do processo, George Ramalho, acolheu a preliminar de inépcia em relação aos árbitros, por entender que a denúncia era lacônica. O voto foi acompanhado pela presidente Adriene Hassen e pelos auditores José Maria Philomeno, Pedro Gonet e Rodrigo Buzzi.

Fonte: Portal Terra
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