O vice-premiê e ministro da Infraestrutura e dos Transportes da Itália, Matteo Salvini, revelou nesta quarta-feira (21) os valores investidos pelo país nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, que serão realizados em Milão e Cortina d'Ampezzo, e garantiu que o retorno financeiro será ainda maior.
Durante um evento no Museu Nacional das Artes do Século 21 (MAXXI), em Roma, o político afirmou que o investimento total chegou a 3,5 bilhões de euros (R$ 21,8 bilhões). Segundo ele, o megaevento esportivo deverá gerar aproximadamente 5,3 bilhões de euros (R$ 33,1 bilhões) em atividades relacionadas.
O levantamento, produzido por pesquisadores das universidades Luigi Bocconi, em Milão, e Ca' Foscari, em Veneza, estima ainda que pelo menos 340 empresas italianas estarão envolvidas nos Jogos Olímpicos de Inverno, o que deve resultar na criação de cerca de 36 mil novos empregos.
"Os Jogos Olímpicos são um acelerador de projetos que desejamos realizar há anos. É verdade que houve alguns contratempos, mas nossa população, comprometida e consciente, aceitou essas dificuldades, sabendo que se tratam de investimentos para o futuro. O legado do evento será composto por ferrovias mais modernas, estradas mais eficientes e instalações esportivas acessíveis a todos", celebrou o governador da Lombardia, Attilio Fontana, que também participou do evento na capital italiana.
A ministra do Turismo da Itália, Daniela Santanchè, avaliou que o país está pronto para sediar as Olimpíadas, agendadas para ocorrer entre os dias 6 e 22 de fevereiro de 2026.
"Houve muita discussão sobre a lentidão e os transtornos, mas acredito que devemos nos orgulhar um pouco mais deste evento extraordinário. Teremos a Itália no centro do mundo. Nosso compromisso é envolver todo o país, e esperamos impactos expressivos no crescimento econômico. Não colheremos os frutos em fevereiro ou março, mas sim entre 12 e 24 meses depois", afirmou. .