Alguns jogadores da seleção do Senegal podem ficar fora da Copa do Mundo. Afinal, atletas e membros da comissão técnica deixaram o campo após após marcação de pênalti controverso a favor de Marrocos na final da Copa Africana das Nações. Neste sentido, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, já se pronunciou e cobrou ações enérgicas das entidades organizadoras do torneio.
De acordo com jornal espanhol "AS", a seleção senegalesa pode sofrer uma punição com uma multa que varia entre 50 mil e 100 mil euros (R$ 312 mil a R$ 624 mil, de acordo com a cotação atual), em razão da indisciplina de jogadores, membros da delegação e torcedores.
No entanto, a punição mais severa pode ser esportiva. Jogadores e integrantes da comissão técnica que deixaram o campo podem receber suspensões de quatro a seis partidas. Assim, muitos deles podem ficar fora da Copa do Mundo, já que as punições seriam cumpridas durante o torneio.
Posiciomanento do presidente da Fifa
"Parabéns ao Senegal por ser campeão da África e vencedores da final da Copa Africana das Nações da CAF contra o 🇲🇦 Marrocos em Rabat. Os meus melhores votos para Abdoulaye Fall, Presidente da Associação Senegalesa de Futebol, e para todos os envolvidos neste sucesso.
Bom trabalho também para Marrocos num torneio fantástico, tanto como vice-campeões como anfitriões excepcionais. Meus sinceros agradecimentos a Sua Majestade Rei Mohammed VI pelo apoio constante ao futebol, e a Fouzi Lekjaa, Presidente da Real Federação Marroquina de Futebol e membro do Conselho da FIFA, pela sua liderança e compromisso com o jogo.
Infelizmente, também testemunhamos cenas inaceitáveis no campo e nas arquibancadas - condenamos veementemente o comportamento de alguns "torcedores", bem como de alguns jogadores senegaleses e membros da comissão técnica. É inaceitável deixar o campo de jogo desta forma, e, igualmente, a violência não pode ser tolerada no nosso esporte, simplesmente não é correta.
Devemos sempre respeitar as decisões tomadas pelos árbitros dentro e fora do campo de jogo. As equipes devem competir em campo e dentro das Leis do Jogo, porque qualquer coisa menos coloca em risco a própria essência do futebol".
Também é responsabilidade das equipes e dos jogadores agirem de forma responsável e dar o exemplo certo para os torcedores nos estádios e milhões assistindo ao redor do mundo. As cenas feias testemunhadas hoje devem ser condenadas e nunca repetidas. Reiterei que eles não têm lugar no futebol e espero que os órgãos disciplinares relevantes da CAF tomem as medidas adequadas.
A polêmica
Aos 53 minutos do segundo tempo, após longa revisão no VAR, o árbitro anotou penalidade máxima de Diouf em cima de Brahim Díaz. A marcação, porém, indignou atletas e comissão técnica de Senegal, e o técnico Pape Thiaw decidiu retirar os jogadores de campo. Alguns, inclusive, foram para o vestiário.
Um dos líderes da seleção, Sadio Mané, ex-Liverpool, se recusou a sair do gramado. O camisa 10, assim, chamou os companheiros de volta e a partida foi retomada após mais de 10 minutos de paralisação.
Então, Brahim Díaz, jogador do Real Madrid e camisa 10 de Marrocos, foi para a cobrança que poderia decidir o título. O meia-atacante, porém, errou a cobrar com cavadinha. Com isso, a partida foi para prorrogação. E logo aos quatro minutos da etapa inicial do tempo extra, Pape Gueye acertou um lindo chute no ângulo para confirmar o título aos senegaleses.
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