O ex-jogador Robinho está preso no Centro de Ressocialização de Limeira, localizado no interior de São Paulo, desde novembro do ano passado, quando foi transferido do Centro Penitenciário Tremembé II.
Enquanto cumpre a condenação de nove anos da Justiça da Itália pelo estupro de uma mulher em uma boate de Milão, o paulista de 41 anos realiza um curso de construção civil oferecido pela unidade.
Em contato com o Estadão, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) confirmou que o ex-atleta está participando de um projeto de capacitação profissional na área e atuando na linha de produção de montagem de peças hidráulicas, elétricas e de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) nas oficinas instaladas no local.
A participação em cursos profissionalizantes e em atividades educacionais é disponibilizada mediante a elegibilidade e viabilidade de vagas.
Robinho nega a acusação e tentou recorrer da decisão da Justiça, mas foi condenado nas três instâncias. A última, e definitiva, aconteceu em 2022.
O Ministério de Justiça da Itália fez um pedido de extradição ao Brasil, ou seja, que o governo enviasse o atleta de volta para a Itália. Como o país não extradita cidadãos brasileiros, a Justiça europeia pediu, então, que a sentença de nove anos de prisão fosse cumprida no Brasil.