Por que Diego Forlán? Entenda a escolha da Federação Uruguaia após a Copa do Mundo

Após a eliminação precoce na Copa do Mundo, o Uruguai aposta em Diego Forlán para iniciar um novo ciclo. Conheça a carreira do ídolo da Celeste e os motivos da escolha.

24 jul 2026 - 08h58
(atualizado às 09h46)

A eliminação ainda na fase de grupos da Copa do Mundo provocou uma mudança profunda na Seleção Uruguaia. Depois da saída de Marcelo Bielsa, a Associação Uruguaia de Futebol decidiu apostar em um dos maiores ídolos da história da Celeste.

Diego Forlán assumirá o comando técnico da equipe, iniciando um novo ciclo que pretende devolver competitividade a uma seleção que ficou muito abaixo das expectativas na Copa. Antes da definição por Forlán, outros nomes chegaram a ser analisados pela federação uruguaia.

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Marcelo Gallardo, Paulo Pezzolano, Ricardo Gareca e Sebastián Beccacece estiveram entre os treinadores equacionados, mas a direção optou por uma solução que alia identificação com a seleção, liderança e enorme prestígio junto aos torcedores.

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Um dos maiores jogadores da história do Uruguai

Falar de Diego Forlán é recordar uma das gerações mais marcantes da Celeste neste século. O ex-atacante disputou 112 partidas pela seleção uruguaia, marcou 36 gols e conquistou a Copa América de 2011.

Além disso, foi eleito o melhor jogador da Copa do Mundo de 2010, torneio em que conduziu o Uruguai ao quarto lugar com atuações memoráveis. Nos clubes, também construiu uma carreira de enorme sucesso.

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Depois de despontar no Independiente, da Argentina, teve passagem destacada por Manchester United, Villarreal, Atlético de Madrid, Inter de Milão e Internacional. Posteriormente, atuou Cerezo Osaka, Peñarol, Mumbai City e Kitchee.

Foi duas vezes vencedor da Chuteira de Ouro da Europa e brilhou sobretudo com a camisa do Villarreal e do Atlético de Madrid, tornando-se conhecido pelos potentes chutes de média e longa distância, pela capacidade de finalização com os dois pés e pelo protagonismo em grandes decisões.

Carreira como treinador ainda está no início

Apesar do currículo brilhante como jogador, Diego Forlán ainda procura afirmar-se como treinador. Depois de pendurar as chuteiras, assumiu o comando do Peñarol, em 2020, e, posteriormente, treinou o Atenas, da segunda divisão uruguaia.

As duas experiências foram relativamente curtas e o ex-atacante nunca chegou a comandar um grande projeto a longo prazo. É precisamente por isso que a escolha surpreendeu parte da imprensa sul-americana.

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Por que a federação escolheu Diego Forlán?

A decisão vai muito além da experiência como treinador de Diego Forlán. Depois do fracasso na Copa do Mundo, a federação entendeu que era necessário recuperar rapidamente a identidade da seleção. Diego Forlán representa exatamente esse perfil.

É um dos maiores ídolos da história do futebol uruguaio, conhece profundamente a cultura da Celeste Olímpica e faz parte da geração que voltou a colocar o país entre as principais potências do futebol mundial.

Outro fator que pesou na decisão foi o respeito que continua a ter junto dos jogadores, dirigentes e torcedores. Ao longo dos últimos anos, Forlán nunca escondeu o desejo de comandar a seleção nacional e sempre afirmou que aceitaria esse desafio caso surgisse uma oportunidade.

Missão será recolocar o Uruguai entre os protagonistas

O novo treinador terá pela frente uma missão exigente. Apesar da eliminação precoce na Copa, o Uruguai continua a contar com uma geração de enorme qualidade, formada por nomes como Federico Valverde, Ronald Araújo, Darwin Núñez, Manuel Ugarte e Giorgian De Arrascaeta.

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Caberá a Diego Forlán reorganizar a equipe, recuperar a confiança do elenco e resgatar a identidade da seleção uruguaia. A aposta no ídolo busca devolver competitividade à Celeste e aproximar novamente a torcida das grandes conquistas.

*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal

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