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Menina de 5 anos supera câncer e realiza sonho de conhecer Abel Ferreira: 'Viver esse momento foi celebrar a vida', diz mãe

Maitê foi diagnosticada com tumor de Wilms aos 3 anos; após fim do tratamento, ela viveu a emoção de se encontrar com o técnico do Palmeiras

22 jul 2026 - 04h58
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Maitê supera câncer e realiza sonho de conhecer Abel Ferreira
Maitê supera câncer e realiza sonho de conhecer Abel Ferreira
Foto: Arquivo pessoal

Após superar um câncer de rim aos 5 anos, a paulistana Maitê Lago Romano viveu um momento muito especial acompanhada da família: a pequena conheceu o técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, por quem tem grande admiração. "Depois de tudo o que vivemos durante o tratamento, ver a Maitê sorrindo, correndo e realizando um sonho foi emocionante. Foi como celebrar a vida. Tenho certeza de que esse dia será uma das lembranças mais bonitas da infância dela", afirmou a mãe, Priscila Cardoso Lago, de 41 anos, ao Terra.

O amor de Maitê pelo Palmeiras e pelo treinador foi crescendo ao longo dos anos desde que ela nasceu. Segundo a mãe, a filha sempre acompanhou o clube com o pai, Orlando Romano Neto, de 38 anos, e vivenciou muitos jogos em que o Palmeiras foi campeão. "Ela criou um carinho enorme pelo Abel e pelo time."

Priscila conta que o caminho até chegar ao técnico começou "de forma muito espontânea". Por ter essa paixão pelo Palmeiras e um carinho muito especial por Abel, a menina falou desse desejo de conhecer o treinador em um dos vídeos publicados nas redes sociais no dia da sua alta após a última quimioterapia, em junho deste ano. Com a ajuda do projeto Amigos do Capitão --grupo que se veste de super-heróis para levar alegria a crianças em tratamento oncológico--, o vídeo repercutiu e chegou ao Palmeiras.

"Foi o próprio clube que entrou em contato conosco e organizou esse encontro tão especial. Quando recebemos a notícia, foi uma emoção enorme, porque jamais imaginávamos que aquele sonho pudesse se tornar realidade", lembra a mãe.

O dia de conhecer o Abel Ferreira

O encontro aconteceu no dia 11 de julho, na Academia de Futebol do Palmeiras, localizada na Zona Oeste da capital paulista. Maitê estava acompanhada da mãe, do pai e do Amigos do Capitão. "O Abel nos recebeu com muito carinho, conversou com ela, foi extremamente atencioso e fez com que ela se sentisse importante e acolhida. Não foi apenas um encontro com um técnico de futebol, mas um gesto de humanidade que ficará para sempre na nossa memória."

A mãe de Maitê destaca que o tempo que passaram juntos com o treinador criou uma lembrança eterna na família: "Foi um gesto de generosidade e sensibilidade que jamais vamos esquecer. Depois de tudo o que a Maitê enfrentou durante o tratamento, viver esse momento representou muito mais do que conhecer um ídolo: foi celebrar a vida, a esperança e a realização de um sonho."

Durante a visita, a pequena conheceu o centro de treinamento do time profissional, brincou, tirou uma série de fotos, gravou vídeos, além de ganhar presentes especiais do técnico alviverde, como mochila, garrafa, manta, toalha, o mascote do Palmeiras e um colar com pingente e um par de brincos de prata do Palmeiras.

"É até difícil dizer do que ela mais gostou, porque tudo o que vem do Palmeiras ela ama de verdade. Para ela, o valor não está no preço de cada presente, mas no carinho com que tudo foi preparado. Ela ficou encantada com cada detalhe e guarda tudo com muito carinho", diz Priscila. 

Encontro de Maitê com Abel Ferreira aconteceu no dia 11 de julho
Encontro de Maitê com Abel Ferreira aconteceu no dia 11 de julho
Foto: Arquivo pessoal

Diagnóstico de câncer com 3 anos

Filha única, Maitê foi diagnosticada com o tumor de Wilms (ou nefroblastoma), um câncer que surgiu nos dois rins da menina, quando tinha apenas 3 anos. Priscila recorda que "a notícia foi um choque" para a família. 

"Até aquele momento, o câncer era algo que existia na vida de outras pessoas e, de repente, ele estava dentro da nossa casa, na nossa filha. Vieram o medo, a insegurança e muitas dúvidas. O primeiro pensamento foi: 'Será que ela vai sobreviver?'. Nenhum pai ou mãe está preparado para ouvir que o filho tem câncer. É uma dor impossível de descrever", afirma.

Maitê conheceu o técnico do Pameiras acompanhada da mãe, Priscila, e do pai, Orlando
Maitê conheceu o técnico do Pameiras acompanhada da mãe, Priscila, e do pai, Orlando
Foto: Arquivo pessoal

A partir do diagnóstico, a rotina deles mudou completamente: passaram a viver entre hospitais, consultas, exames, internações e sessões de quimioterapia, radioterapia e cirurgias para a retirada do tumor bilateral. No total, a menina realizou 44 ciclos de quimioterapia, o que, conforme a mãe, representa cerca de 200 sessões do tratamento, mais seis sessões de radioterapia. Na cirurgia, o rim do lado direito foi preservado, enquanto o esquerdo só conseguiu manter 20%.

Maitê respondeu bem ao tratamento e está curada. A última bateria de exames não apresentou mais sinais de células cancerígenas, mas, agora, após o fim do tratamento, ela vai passar por novos exames em agosto para confirmar o resultado e continuará com acompanhamento médico periódico.   

"Durante cerca de um ano e meio, nossa prioridade foi uma só: lutar pela vida da Maitê. Apesar de tudo, ela nos surpreendeu todos os dias. Mesmo enfrentando um tratamento intenso, manteve a alegria, o sorriso e uma força que inspirava todos ao redor. Foi ela quem nos ensinou, diariamente, o verdadeiro significado da coragem e da esperança", ressalta Priscila.

Diário da cura nas redes

Ao longo de todo o processo, a família foi registrando cada etapa dessa caminhada nas redes sociais, principalmente para manter familiares e amigos informados sobre o tratamento e como uma maneira de guardar essas lembranças para Maitê no futuro. Com o tempo, o perfil no Instagram passou a alcançar pessoas que eles não conheciam, vídeos viralizaram e tiveram milhões de visualizações e a família começou a receber mensagens de outros pais que estavam vivendo o mesmo processo e contavam que passaram a acreditar na cura vendo a história da Maitê.

"Hoje entendemos que criar o Diário da Cura da Maitê ganhou um propósito muito maior. Ele deixou de ser apenas o registro da história da nossa filha e se tornou um espaço de acolhimento, informação e esperança para outras famílias que estão vivendo o câncer infantil. Se a nossa história conseguir levar esperança para uma única família que acabou de receber um diagnóstico de câncer infantil, então todo esse caminho já terá valido a pena", afirma a mãe. Priscila ainda revela que o diário da cura da Maitê em breve vai virar um livro para ajudar outras famílias. 

Fonte: Portal Terra
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