Jürgen Klopp fez uma declaração contundente sobre seu futuro no comando da seleção brasileira. Em entrevista, o treinador alemão afirmou que não pretende permanecer no cargo caso deixe de contar com a confiança da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ou da torcida, garantindo que sairia sem exigir qualquer tipo de indenização.
— No dia em que vocês não me quiserem mais, eu vou embora, sem receber nenhum centavo de rescisão. Se amanhã vocês disserem que sou um desastre, eu vou embora — afirmou Klopp.
O técnico destacou que entende as críticas relacionadas ao desempenho da equipe e disse estar disposto a ouvir cobranças quando o trabalho não apresentar resultados. No entanto, fez um pedido para que sua família fique fora das discussões.
Além do posicionamento firme sobre sua permanência, a declaração de Klopp reforça o perfil transparente que marcou sua carreira em clubes como Borussia Dortmund e Liverpool. O treinador sempre defendeu uma relação baseada na confiança entre comissão técnica, dirigentes, jogadores e torcedores, deixando claro que considera o respeito mútuo um dos pilares para o sucesso de qualquer projeto esportivo.
— Critiquem-me se alguma coisa não funcionar. Eu fico feliz em trabalhar para melhorar. Tudo gira em torno do trabalho. Mas, se vocês se comportarem mal e não deixarem minha família em paz, eu vou embora — completou.
Desde que assumiu a Seleção, Klopp tem conduzido o processo de renovação da equipe visando o próximo ciclo de competições internacionais. O treinador chegou ao cargo cercado de expectativa após a saída de Carlo Ancelotti e busca recolocar o Brasil no caminho das grandes conquistas.
Ao encerrar a entrevista, o alemão revelou que enxerga o comando da Seleção como o ápice de sua trajetória no futebol e indicou que não pretende assumir outro trabalho após o fim de sua passagem.
— Jürgen Klopp não tem uma carreira depois da seleção. Idealmente, este é o auge da minha carreira — concluiu.