Juanfer Quintero voltou aos holofotes por motivos extracampo. Ídolo do River Plate, o meia colombiano revelou viver um momento de incerteza no clube argentino e fez duras declarações sobre a relação profissional com o técnico Eduardo Coudet. O camisa 10 afirmou que não é prioridade para o treinador e, por isso, ainda avalia quando retornará ao elenco após a disputa da Copa do Mundo de 2026.
Em entrevista à ESPN, Quintero explicou que respeita as decisões de Coudet, mas admitiu que a falta de oportunidades ao longo dos últimos meses pesou na decisão de analisar o próprio futuro no River.
"Todos sabem que com o Chacho eu não tive tempo de jogo consistente. Na final do Apertura joguei apenas cinco minutos. Não sou prioridade para ele. Temos visões diferentes sobre futebol", afirmou o colombiano.
O meia também esclareceu a situação envolvendo sua reapresentação ao clube. Apesar de Coudet afirmar que o jogador retornaria nesta quinta-feira, Quintero revelou que já havia tratado do assunto diretamente com a diretoria antes mesmo da Copa do Mundo e que recebeu alguns dias extras de férias por questões pessoais.
Segundo o jogador, a decisão sobre o retorno será tomada em conjunto com seus representantes e com o River Plate. Quintero ainda destacou que não conversa com Coudet desde antes do Mundial e reforçou que sua situação está sendo conduzida internamente.
Herói da histórica conquista da Libertadores de 2018 sobre o Boca Juniors, quando marcou o gol da virada na prorrogação, Quintero é um dos maiores ídolos recentes do River Plate. Na atual temporada, o colombiano disputou 19 partidas, sendo titular em apenas dez delas, marcou quatro gols e perdeu espaço sob o comando de Coudet, que assumiu a equipe em março deste ano.
Mesmo deixando claro o descontentamento com a utilização no time, o camisa 10 garantiu que não possui problemas pessoais com o treinador. O meia afirmou que a divergência é exclusivamente relacionada às escolhas dentro de campo e reiterou que estará à disposição caso o clube demonstre interesse em contar com ele.
— Se eu fosse prioridade, estaria lá em 24 horas. Se precisarem de mim, estarei sempre aqui. Não é uma questão de ser titular ou reserva, mas de preferência. Nos últimos seis meses, não tive influência na formação da equipe nem nas ideias do treinador. Estou apenas esclarecendo a situação — concluiu.