Em jogo de oito gols, Cruzeiro supera Corinthians nos pênaltis e se sagra campeão da Libertadores Feminina

Corinthians e Cruzeiro empataram em 4 a 4 e levaram a disputa para os pênaltis, no qual As Cabulosas foram mais precisas e consagraram-se campeãs

31 out 2026 - 23h16
(atualizado às 23h39)
Resumo
O Cruzeiro conquistou a Copa Libertadores Feminina após superar o Corinthians nos pênaltis. Em uma final eletrizante, o time paulista abriu vantagem com gols de Gabi Zanotti e Vic Albuquerque, mas as Cabulosas reagiram com Byanca Brasil, Vitória Calhau, Ketlin e buscaram o empate por 4 a 4 no último minuto com cabeceio de Letícia Ferreira. Nas penalidades, o Corinthians desperdiçou três cobranças, e a goleira Camila defendeu o tiro decisivo de Gi Fernandes para selar o título inédito mineiro.
Leticia Ferreira celebra gol na final da Libertadores 2026
Leticia Ferreira celebra gol na final da Libertadores 2026
Foto: Franklin Jacome/Getty Images / Esporte News Mundo

Em uma final emocionante e cheia de gols, o Cruzeiro consagrou-se campeão da Copa CONMEBOL Libertadores Feminina. No tempo normal, as equipes empataram em 4 a 4, com as mineiras igualando o placar no último minuto, e nos pênaltis o Corinthians não aproveitou quando pôde sacramentar o resultado e perdeu três cobranças.

Logo no início do jogo As Brabas abriram o placar em jogada trabalhada que terminou em gol de Gabi Zanotti após cruzamento de Gi Fernandes. O Corinthians tomou controle das primeiras ações da final e só foi sofrer próximo aos 20 minutos, em duas jogadas às costas da defesa, em posição irregular, com Byanca Brasil e Vanessinha.

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Aos 28 minutos, Tamires apareceu na área e recebeu de frente para a goleira Camila, que fechou o ângulo da lateral-esquerda e impediu o segundo gol. Três minutos depois o Cruzeiro respondeu em finalização de fora da área da volante colombiana, Lorena Bedoya, mas parou na defesa de ponta de dedos da Lelê, goleira corinthiana.

O jogo foi ficando cada vez mais aberto e as equipes chegavam com mais liberdade pelos espaços gerados no meio-campo. Pela direita o Corinthians tinha superioridade, traduzida nas descidas, finalizações e cruzamentos de Gi Fernandes no terço final.

No final do primeiro tempo o Cruzeiro errou na saída de bola, Vic Albuquerque interceptou o passe de Isadora e cruzou rasteiro para Zanotti fazer o segundo gol na noite deste sábado.

Em início frenético, Vic Albuquerque ampliou o placar para As Brabas e logo na sequência o Cruzeiro foi buscar o placar com gols de Byanca Brasil e Vitória Calhau, tudo em cerca de 10 minutos. Com o restante do jogo pela frente, o placar era de 3 a 2 para o Corinthians e a equipe de Jonas Urias, treinador do time mineiro, fez as primeiras substituições em busca do empate. Pelo lado da equipe paulista, Emily Alves tentava retomar o meio-campo.

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O Corinthians voltou a vantagem de dois gols no placar com Vic Albuquerque. Em finalização de fora da área a maior artilheira do clube balançou as redes pela segunda vez e deixou As Brabas aliviadas no placar novamente.

As Cabulosas não desistiram e fizeram o terceiro gol em escanteio cobrado por Byanca Brasil na cabeça da Ketlin. Na sequência, Letícia Ferreira furou uma finalização na pequena área e quatro minutos depois acertou o travessão em finalização de fora da área, impedindo o Corinthians de ficar tranquilo no jogo nos minutos finais.

Quando o relógio marcava 45 minutos, Letícia Ferreira conseguiu vencer a goleira Lelê e empatou o jogo em uma cabeçada indefensável, levando a decisão para os pênaltis.

Nas alternadas, após cada equipe desperdiçar duas cobranças, Camila defendeu a cobrança de Gi Fernandes e consagrou o Cruzeiro campeão da Libertadores Feminina.

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