Conmebol se manifesta nas redes sociais sobre a final da Libertadores

27 out 2026 - 08h46
Resumo
A Conmebol divulgou a final da Libertadores de 2026 entre Palmeiras e Estudiantes em Montevidéu, ignorando o recurso do Flamengo. O clube carioca contesta sua eliminação e pleiteia vitória por 3 a 0 ao alegar a escalação irregular de Marcos Rojo, contratado pelos argentinos fora da janela de transferências. O Estudiantes afirma ter jogado amparado por uma decisão provisória do TAS, tribunal que ainda não definiu data para o julgamento definitivo do caso.

A disputa pela última vaga na final da Libertadores de 2026 continua movimentando os bastidores do futebol sul-americano. Enquanto o Flamengo tenta reverter sua eliminação diante do Estudiantes, a Conmebol segue com os preparativos para a decisão continental, marcada para novembro.

Em uma publicação nas redes sociais, a entidade divulgou um vídeo promocional da final e apresentou Palmeiras e Estudiantes como os dois participantes da disputa pelo título.

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A postagem destacou Montevidéu, capital do Uruguai, como sede da decisão, que acontecerá no sábado (28 de novembro), no Estádio Centenário. A publicação foi acompanhada da mensagem: "Um destino, uma final".

A divulgação chama a atenção pelo momento em que ocorre. O Flamengo apresentou uma reclamação formal à Conmebol após ser eliminado pelo Estudiantes nos pênaltis, na semifinal da competição.

O clube carioca questiona a escalação do zagueiro Marcos Rojo, contratado pela equipe argentina fora do período regular de transferências. Inicialmente, a própria Conmebol havia negado a inscrição do defensor após consultar a Fifa.

O Estudiantes recorreu ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) e conseguiu uma autorização provisória para utilizar o jogador no confronto de volta, realizado no Maracanã.

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O Flamengo sustenta que a medida não garantia ao clube argentino imunidade contra eventuais punições. Por isso, solicitou a aplicação do regulamento que prevê derrota por 3 a 0 em casos de escalação irregular.

Nesta segunda-feira (26), o TAS confirmou que a autorização concedida ao defensor era provisória. O tribunal também informou que ainda não existe uma data marcada para o julgamento definitivo da controvérsia.

O Estudiantes, por sua vez, defende que não cometeu nenhuma infração, já que utilizou Rojo amparado por uma decisão judicial válida naquele momento.

Um dos argumentos utilizados pelo Flamengo envolve uma punição aplicada pela própria Conmebol ao Santos, durante a Libertadores de 2018.

Naquela edição, o clube paulista enfrentou o Independiente, da Argentina, pelas oitavas de final. O primeiro confronto terminou empatado em 0 a 0, mas a equipe argentina questionou a escalação do meio-campista Carlos Sánchez.

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O uruguaio ainda precisava cumprir uma suspensão recebida em 2015, quando defendia o River Plate na Copa Sul-Americana. Mesmo após trocar de equipe e passar pelo futebol mexicano, a penalidade continuava válida nas competições organizadas pela Conmebol.

A entidade reconheceu a irregularidade e determinou a derrota do Santos por 3 a 0. Com isso, o clube brasileiro precisou buscar uma goleada na partida de volta, que terminou novamente empatada sem gols, resultando em sua eliminação.

O Santos recorreu ao TAS para tentar reverter a punição. Em 2020, o tribunal reconheceu que um erro no sistema de informações da Conmebol havia contribuído para a situação, já que Sánchez aparecia como liberado para jogar. Mesmo assim, a derrota administrativa foi mantida.

O episódio é considerado um precedente importante pelo Flamengo, embora exista uma diferença entre os casos. Ao contrário de Sánchez, Marcos Rojo entrou em campo respaldado por uma autorização provisória do TAS.

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O próprio tribunal, contudo, não concedeu ao Estudiantes uma garantia contra possíveis sanções futuras, caso a elegibilidade do jogador seja rejeitada no julgamento definitivo.

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