O Flamengo acionou a Conmebol solicitando a vitória por 3 a 0 sobre o Estudiantes na semifinal da Libertadores, alegando escalação irregular de Marcos Rojo. O zagueiro, inicialmente vetado pela entidade por ter sido inscrito fora da janela, jogou após obter efeito suspensivo no TAS. Eliminado nos pênaltis, o clube brasileiro baseia-se no Código Disciplinar, enquanto a Conmebol avalia a interferência jurídica externa. O mérito no TAS segue sem data de julgamento e a vaga argentina é mantida.
O Flamengo acionou a Conmebol para contestar a escalação de Marcos Rojo pelo Estudiantes na semifinal da Libertadores. Eliminado nos pênaltis, o clube carioca pede que o adversário seja declarado perdedor por 3 a 0 no jogo de volta, disputado em 22 de outubro, no Maracanã.
A Agência RTI Esporte apurou que o caso gerou insatisfação na Conmebol, que questiona o recurso do Estudiantes ao TAS para liberar Marcos Rojo e os efeitos da autorização provisória concedida pelo tribunal.
De acordo com relatos publicados na imprensa, a entidade sul-americana também avalia como lidar com decisões externas que envolvam a aplicação de seu regulamento. Não há, porém, anúncio oficial de uma medida institucional contra o TAS.
Conmebol havia recusado a inscrição
O Estudiantes solicitou, em 9 de outubro, a inclusão de Marcos Rojo na lista da Libertadores para substituir um jogador lesionado. O pedido ocorreu após o encerramento da janela de transferências argentina, em 2 de setembro.
O defensor havia disputado partidas pelo Racing até 27 de setembro. Após consultar a Fifa, a Conmebol recusou a solicitação em 14 de outubro e manteve a decisão no dia seguinte. O clube argentino e o jogador recorreram ao TAS.
Em 21 de outubro, o tribunal concedeu uma medida provisória que permitiu a inscrição do zagueiro para o confronto de volta contra o Flamengo. Marcos Rojo foi titular no Maracanã, onde as equipes empataram por 0 a 0.
Como o primeiro jogo, em La Plata, também terminou sem gols, a vaga na final foi definida nos pênaltis. O Estudiantes venceu por 3 a 2 e avançou para enfrentar o Palmeiras na final da Copa Libertadores da América.
Flamengo pede aplicação do Código Disciplinar
O Flamengo apresentou a reclamação formal em 23 de outubro. Em comunicado divulgado no dia seguinte, o clube afirmou que não iniciou o processo no TAS e que foi incluído na disputa após o recurso apresentado pelo Estudiantes.
O Flamengo sustenta que a autorização provisória de Marcos Rojo não elimina possíveis sanções disciplinares. O clube pede a aplicação do artigo 19 do Código Disciplinar da Conmebol, que prevê derrota por 3 a 0 em caso de escalação irregular comprovada.
O Flamengo cita como precedente o caso de Carlos Sánchez, em 2018. Naquela ocasião, o Santos foi punido com derrota por 3 a 0 contra o Independiente após escalar o jogador, que tinha uma suspensão pendente.
Os casos, entretanto, têm diferenças. Marcos Rojo atuou respaldado por uma decisão provisória do TAS, enquanto a punição aplicada ao Santos envolveu o descumprimento de uma suspensão no caso de Carlos Sánchez.
Julgamento definitivo ainda não tem data
Em manifestação divulgada nesta segunda-feira, 26 de outubro, o TAS confirmou que a autorização para Marcos Rojo foi provisória. O tribunal informou que o processo continua em andamento e que ainda não há data marcada para a audiência de mérito.
A decisão provisória permitiu a participação do zagueiro na semifinal, mas não encerrou a discussão sobre a regularidade de sua inscrição. Também não houve, até o momento, decisão definitiva que altere a classificação do Estudiantes.
O clube argentino segue como finalista da Libertadores, enquanto a reclamação do Flamengo aguarda análise. O resultado do caso dependerá da avaliação dos argumentos apresentados e do alcance das regras aplicáveis à inscrição do jogador.