Depois de Leandro Paredes, o Boca Juniors planeja mais uma movimentação de peso relevante para reforçar seu elenco na temporada. Trata-se, por sinal, de outro atleta atualmente vinculado a Roma, caso de Paulo Dybala.
Na prática, o jogador de 32 anos só permanece no clube da capital italiana se houver uma mudança radical de cenário. Afinal, seu vínculo vai até o dia 30 de junho e as conversas pela renovação contratual estão estagnadas.
As informações da imprensa da Velha Bota dão conta de que o técnico Gianpiero Gasperini tem interesse em manter o argentino no plantel. Porém, a diretoria romanista analisa com cautela a possibilidade diante dos seguidos problemas físicos do jogador. Não por acaso, na última proposta, teria oferecido uma substancial redução salarial para um possível novo vínculo com Dybala. Ao invés dos atuais oito milhões de euros (R$ 47,1 milhões, na cotação atual), os vencimentos cairiam para dois milhões de euros (R$ 11,7 milhões) com bônus contratuais.
"Não sei de nada, eu também gostaria de saber. Mas, hoje, o contrato diz que faltam dois jogos. A única coisa que posso dizer é que o clássico pode ser minha última partida diante destes torcedores. Minha decisão eu guardo para mim; veremos ao final do campeonato", disse o próprio atacante, no último fim de semana, após a vitória da Roma sobre o Parma.
O que pensa o Boca Juniors
O clube de Buenos Aires está se valendo de duas questões para ficar otimista na busca pelo badalado reforço. A primeira delas se dá no fato do ex-companheiro Paredes ter dito, de maneira expressa, que Dybala tem interesse em defender o clube de La Boca.
O outro ponto foi um movimento do atleta em relação a seus representantes. Recentemente, ele mudou a gestão da carreira para o empresário Kristian Bereit, em parceria com a empresa Behind The Athletes (BTA), figuras que contam com nomes importantes que integram o elenco boquense. Como, por exemplo, os meio-campistas Ander Herrera, Santiago Ascacíbar e Tomás Belmonte.
Diante deste cenário, a postura do Boca é clara: posicionar-se oficialmente apenas quando findar a chance de Dybala renovar com a Roma terminar. Isso porque o clube não pretende negociar qualquer tipo de compensação financeira para repatriar o atleta que está desde 2012 longe do futebol da terra natal.
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