O tamanho do domínio brasileiro na Libertadores Feminina ficou ainda mais evidente na noite de sábado, 31. Cruzeiro e Corinthians protagonizaram uma decisão com emoção de todos os tipos. O que aconteceu no estádio Casa Blanca, em Quito, no Equador, foi um verdadeiro teste para cardíacos.
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As Brabas entraram em campo com a confiança de quem buscava o tetracampeonato seguido, o que seria o sétimo título continental da história, com o bando de loucas ditando o som da noite. A festa alvinegra parecia que era só questão de tempo para invadir o gramado
Porém, as Cabulosas encontraram nos gritos das arquibancadas a energia que precisavam para reverter um placar de 3 a 0 na segunda etapa. O gol de empate veio aos 45 minutos e encheu time e torcida de confiança para a decisão de pênaltis.
A conquista do título celeste teve muito choro. Enquanto Byanca Brasil se emocionou e prometeu a esposa que agora o ‘filho vem’, as jogadoras do Corinthians não seguraram as lágrimas de uma derrota amarga, que evidencia a crise alvinegra na temporada.
Além dos problemas extracampo, que assolam o clube em dívidas e refletiu em atraso de salários, o vice-campeonato expôs rusgas internas. Na zona mista, ainda de cabeça quente, a técnica Emily Lima não aliviou para o grupo, chamou a derrota de “absurda”, disse não se encaixar no Corinthians e talvez fosse melhor ser “feliz em outro lugar”.
A permanência de Emily Lima, que chegou ao clube em fevereiro deste ano, parece pouco provável para o restante do ano. Depois dos vices do Brasileirão e da Libertadores, o clube tem o Campeonato Paulista como prioridade.
As jogadoras do Corinthians usaram a entrevista de Iris Sesso, diretora do Corinthians, como "escudo" e saíram de fininho sem falar com a imprensa.
Do outro lado, o clima é de muita paz e consolidação de trabalho. Jonas Urias comanda o futebol feminino do Cruzeiro desde 2023 e fez questão de dividir com as jogadoras o mérito do título inédito. Na conversa com os jornalistas, o treinador afirmou que o “grupo ama o Cruzeiro de verdade”.
A festa foi tanta no vestiário celeste que, mais de 3 horas depois do fim da decisão, as jogadoras ainda não tinham aparecido atender os repórteres.