A família de Gabigol repercutiu a reeleição de Lula associando o apoio à própria trajetória de vida. A mãe e a irmã do atacante celebraram a vitória citando as origens nordestinas e o passado como trabalhadora doméstica e metalúrgico dos pais. Já o pai do atleta rebateu falas de Flávio Bolsonaro sobre o petista, defendendo respeito à classe trabalhadora e frisando que acidentes laborais não são piada, já que ele próprio precisou se aposentar após sofrer um sinistro semelhante em metalúrgica.
A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) movimentou as redes sociais de familiares de jogadores de futebol após o segundo turno de domingo (25 de outubro). Entre as manifestações, a família de Gabigol chamou a atenção ao relacionar o apoio ao presidente com a própria história de vida.
Lindalva Barbosa, mãe do atacante do Santos, publicou uma foto ao lado da filha, Dhiovanna, com as duas fazendo o gesto de L com as mãos. Na legenda, escreveu: "Pela minha família nordestina e pelo povo brasileiro". A referência às origens da família marcou a comemoração.
Dhiovanna compartilhou a imagem e reforçou o posicionamento. Ao afirmar que sua escolha era "votar pelos nossos e pelos outros", lembrou que a mãe trabalhou como empregada doméstica e o pai foi metalúrgico. Para ela, a trajetória profissional dos dois explica sua preferência política.
O pai do jogador, Valdemir, também se manifestou, mas destacou outro assunto. Em uma publicação com a imagem da mão esquerda de Lula, defendeu respeito à classe trabalhadora e afirmou que "Acidente de trabalho não é motivo de chacota". Ele destacou que essas situações fazem parte da luta de milhões de brasileiros.
A mensagem fez referência à fala de Flávio Bolsonaro (PL) durante o debate presidencial da TV Globo, na sexta-feira (23 de outubro). Na ocasião, o então candidato mencionou os nove dedos de Lula ao criticar a política econômica do governo. O presidente reagiu à provocação, e Flávio pediu desculpas durante o programa.
Lula perdeu o dedo mínimo da mão esquerda em um acidente enquanto trabalhava em uma metalúrgica, em 1964, aos 17 anos. Valdemir também foi metalúrgico e precisou se aposentar após um acidente de trabalho. A família posteriormente se mudou para Santos, onde Gabigol iniciou sua formação nas categorias de base do clube.