O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deseja que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, dispute o cargo de secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A informação partiu do jornal New York Post, que ouviu fontes próximas ao líder republicano. O mandato do atual ocupante do posto máximo da entidade global, o português António Guterres, termina em dezembro deste ano. De acordo com a publicação, o governante estadunidense avalia que o dirigente esportivo possui prestígio internacional e grande capacidade de articulação política com a finalidade de liderar o órgão.
A aproximação entre os dois líderes intensificou-se consideravelmente nos últimos meses. A parceria ganhou força durante a realização do Mundial de Clubes em 2025 e da Copa do Mundo de 2026, ambos sediados na América do Norte. Como resultado desse estreitamento de laços nos bastidores, o presidente Trump recebeu o Prêmio da Paz da Fifa em dezembro do ano passado. O enviado especial do governo dos Estados Unidos para parcerias globais, Paolo Zampolli, defendeu publicamente a escolha do nome:
"Na ONU são 193 Estados-membros. Na Fifa, são mais de 200 associações. O histórico de Gianni mostra que ele sabe administrar."
Apesar do desejo de Donald Trump, Infantino quer reeleição na Fifa
Apesar das fortes especulações que cercam os bastidores em Washington, Infantino ainda não se manifestou oficialmente sobre o interesse e mantém o silêncio. O dirigente esportivo já anunciou anteriormente que tentará a reeleição para a presidência da entidade máxima do futebol, cuja votação está prevista para acontecer em março do próximo ano. Caso aceitasse o desafio na geopolítica, o suíço enfrentaria uma redução salarial drástica, visto que embolsa cerca de US$ 6 milhões (cerca de R$ 33 milhões) anuais na Fifa contra um vencimento de 418 mil dólares (cerca de R$ 2,3 milhões) anuais pago pelo organismo internacional.
A saber, para alcançar a cadeira principal, o candidato indicado necessita da recomendação formal do Conselho de Segurança da ONU e da posterior aprovação da Assembleia Geral. Além disso, aliados de Trump enxergam espaço para uma candidatura competitiva mesmo diante de concorrentes de peso da América do Sul, a exemplo da ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, e do diretor-geral da AIEA, o argentino Rafael Grossi.
Por fim, desde o seu retorno à Casa Branca, Donald Trump adota uma postura cética e crítica em relação ao orçamento global, reduzindo contribuições financeiras e retirando o país de braços importantes da instituição, tais como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Unesco.
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