Nem tudo foram flores, análises precisas ou transmissões históricas na cobertura da Copa do Mundo. Onde há grandes investimentos, a expectativa do público sobe na mesma proporção e o tombo, quando o formato falha, é proporcionalmente maior. Se o campo consagrou nomes e expôs fracassos, as telas de TV e as lives de streaming também entregaram momentos embaraçosos.
- Você já nos segue nas redes sociais? O Terra Esportes está presente no Tiktok, no Youtube e no Instagram. Tudo para te manter informado de um jeito diferente e divertido. Siga nosso perfil, curta e compartilhe!
Abaixo, listamos o top 5 de quem errou a mão e decepcionou ao longo do torneio:
Bruno Formiga
Contratado como um dos grandes reforços do GE TV para bater de frente com a CazéTV, Bruno Formiga tinha a missão de ser a ponte com os atletas. O que se viu na prática, contudo, foi um triste desligamento do rigor jornalístico. Quando teve diante dos jogadores, o repórter decepcionou e desligou o microfone para respeitar o lado pessoal dos atletas. Sua cobertura ficou mais marcada pela devoção a Neymar do que por qualquer comentário tático de valor.
Central da Copa
O formato que um dia foi um marco de modernidade sob o comando de Tiago Leifert hoje pede socorro. A Central da Copa perdeu completamente o motivo de existir. Em uma tentativa desesperada de gerar "engajamento fofo", a Globo transformou o programa em uma espécie de Cocoricó boleiro, lotando o estúdio com bichos falantes, teve gato, cavalo, coelho e cachorro palpitando. Para piorar, a química entre Tadeu Schmidt e Fábio Porchat foi nula.
Trio da Globo
Se a missão de uma equipe de transmissão na TV aberta é emocionar e prender o telespectador, o trio escalado pela Globo entregou o puro suco do anticlímax. Gustavo Villani, Caio Ribeiro e Roger Flores pareceram operar em frequências totalmente desconectadas. Sem sintonia, sem química e com comentários burocráticos, a transmissão soou fria e sem carisma. Foi um prato cheio para que milhões de torcedores migrassem definitivamente para a CazéTV.
Falta de mulheres na Cazé
Juliana Cabral e Amanda Viana foram duas das vozes mais elogiadas e tecnicamente precisas de toda a Copa do Mundo. Suas análises no estúdio no Brasil deram um banho em muito veterano. No entanto, na hora do "vamos ver", o streaming preferiu embarcar apenas o elenco masculino do Copazona. Faltou representatividade.
Videntes SBT
A piada até teve graça na estreia, quando a descontração cabia no pré-jogo. O problema foi a insistência do SBT em transformar adivinhações místicas em pauta fixa até o limite da exaustão. A apelação chegou ao ponto de os próprios apresentadores zombarem da situação no ar, especialmente quando os tais "videntes" faziam previsões mirabolantes para atletas que sequer estavam relacionados, como Lucas Paquetá. A pergunta que fica é: em uma Copa do Mundo de alto nível, qual era exatamente o objetivo em um conteúdo tanto repetitivo.