O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) não julgará Neymar pela confusão após a vitória do Santos por 1 a 0 sobre o Remo, na última terça-feira, no Mangueirão, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. A Procuradoria analisou as imagens do tumulto nos bastidores do estádio, mas optou por não denunciar o camisa 10.
A Procuradoria formalizou as denúncias nesta quinta-feira, e o tribunal marcou o julgamento para sexta-feira, às 10h (de Brasília). Do outro lado, o Remo, o zagueiro Marllon e o supervisor de futebol Diego Ziegg responderão no STJD por diferentes infrações previstas no Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).
A possibilidade de Neymar ser denunciado surgiu porque o episódio não foi relatado na súmula pelo árbitro Anderson Daronco. Mesmo assim, a Procuradoria avaliou vídeos da confusão ocorrida no túnel de acesso aos vestiários para decidir se apresentaria uma representação contra o jogador.
Após o apito final, Neymar provocu um torcedor do Remo nas tribunas com corações, beijinhos e dizendo que era para "sua mulher." Na zona mista, os dirigentes da equipe paraense protestavam contra a arbitragem e se desentenderam com o jogador. Pulando da porta dos vestiários, o craque disparava palavrões e ainda cantou "eliminado", em clara provocação.
O presidente do Remo, Antônio Carlos Teixeira, chegou a chamar o camisa 10 de "vagabundo." Em sua defesa, o astro garantiu que apenas estava festejando e acabou xingado. O Peixe, aliás, emitiu uma nota oficial de repúdio contra o mandatário.
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