A República Democrática do Congo estreou na Copa do Mundo nesta quarta-feira, 17, em uma partida contra Portugal que terminou em empate. A seleção africana voltou ao Mundial após 52 anos, mas não contou com seu torcedor símbolo nas arquibancadas logo no primeiro jogo.
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O congolês Michel Kuka Mboladinga se tornou uma figura conhecida ao redor do mundo durante a última edição da Copa Africana de Nações, no ano passado. Durante as partidas de Congo, o torcedor ficou parado na arquibancada, de pé e com o braço direito levantado ao longo de todo o jogo.
A pose é a mesma da estátua de Patrice Lumumba em Kinshasa, capital do país. Lumumba foi um dos líderes pela independência da RD Congo da Bélgica e morreu assassinado. Até hoje, ele é um dos nomes mais importantes do anticolonialismo.
WATCH: A DRC supporter stands in tribute to Patrice Lumumba 🇨🇩 for 90 minutes, till the end of the game. #UBCAFCON25 #TotalEnergiesAFCON2025 pic.twitter.com/CZ9xsyIhFI
— UBC UGANDA (@ubctvuganda) December 30, 2025
A atitude de Michel Kuka Mboladinga reverberou entre os jogadores congoleses, que pediram que ele fosse incluído na delegação oficial do país.
Entretanto, ele não conseguiu embarcar devido às restrições sanitárias com o ebola. Atualmente, o país vive uma epidemia da doença que foi classificada como uma emergência internacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Por conta disso, os atletas e a delegação da seleção tiveram que ficar em uma bolha de isolamento na Bélgica antes de viajarem aos Estados Unidos para a Copa. O torcedor símbolo da seleção, que passou a ser chamado de Lumumba, não conseguiu entrar no isolamento a tempo de ser liberado para o jogo de estreia, mas a expectativa é que ele esteja na arquibancada na partida entre a República Democrática do Congo e o Uzbequistão.