Hakimi e técnico marroquino minimizam favoritismo, mas admitem: 'Brasil é o mesmo de antes'

12 jun 2026 - 17h25
O capitão do Marrocos, Hakimi, e o técnico Mohamed Ouahbi concederam entrevista
O capitão do Marrocos, Hakimi, e o técnico Mohamed Ouahbi concederam entrevista
Foto: Ana Paula Almeida/Terra

O capitão do Marrocos, Hakimi, minimizou nesta sexta-feira, 12, o favoritismo do Brasil para o confronto entre os dois times amanhã, pela rodada de abertura do grupo C da Copa do Mundo. O lateral e o técnico Mohamed Ouahbi destacaram o trabalho da seleção africana nos últimos anos e previram um equilíbrio para a partida. O treinador, no entanto, avisou: o Brasil ainda é o mesmo de antes, respeitado por seus cinco títulos mundiais.

Hakimi e Ouahbi concederam entrevista coletiva hoje no Metlife Stadium, em Nova Jersey, local da partida de amanhã.

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"Numa partida como essa, num campeonato como esse que é a Copa do Mundo, não acredito em favoritismo”, afirmou o lateral da seleção marroquina e do PSG . “Claro que conhecemos a qualidade do Brasil, mas acredito que será uma partida equilibrada, e os detalhes farão a diferença, sobretudo, claro, a eficácia de cada time.”

“Que possamos aproveitar as oportunidades no ataque e fazer um bom trabalho defensivo, mas não acredito que haja favoritismo na copa do mundo.”

Perguntado especificamente sobre Vini Jr., Hakimi elogiou o atacante brasileiro, com quem atuou no Real Madrid. Depois, quando perguntado sobre Neymar, afirmou que gostaria que o atacante do Santos estivesse em campo amanhã.

“Eu quero jogar com os melhores, e o Neymar é um dos melhores. Então eu queria jogar contra o Brasil com ele na equipe. Ainda mais por ser a última Copa em que ele vai estar”, disse. O camisa 10 da seleção se recupera de uma lesão na panturrilha e está fora da partida de amanhã. Ele ainda é dúvida para o segundo jogo do Brasil, contra o Haiti.

'Brasil é o mesmo de antes'

O técnico Mohamed Ouahbi admitiu que o Marrocos agora carrega um novo peso, após chegar à semifinal da Copa do Qatar, em 2022. Mas disse ver um equilíbrio entre os dois times.

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Acho que eles não estão com medo de nós, nem nós com medo deles. O que existe é o respeito. Como Marrocos tem ocupado seu espaço no território internacional, a gente disfruta de muito mais respeito. Mas precisamos tomar posse dessa realidade. Precisamos continuar e perpetuar esse legado”, declarou.

Além de Vini, Ouahbi citou outros talentos individuais do Brasil, como Matheus Cunha, Casemiro e Paquetá, mas destacou o trabalho coletivo da Seleção e elogiou diversas vezes o trabalho do colega, Carlo Ancelotti.

"Todo mundo conhece o potencial do Brasil, todos conhecem a qualidade individual. E acho que o Ancelotti trouxe muito mais estrutura para a equipe, é um técnico excelente, tenho todo respeito por ele”, afirmou. E fez um aviso que pode ser entendido para os próprios marroquinos:

“Muitos dizem que o Brasil já não é o mesmo de antes, mas ainda é. Tem valores individuais fantásticos, e querem ganhar. É uma honra poder começar a Copa disputando um jogo com o Brasil.”

Fonte: Portal Terra
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