O presidente da Fifa, Gianni Infantino, teria oferecido ao Marrocos o direito de receber a final da Copa do Mundo de 2030. A manobra seria uma forma de assegurar o apoio político do país em meio à maior crise de sua gestão. A informação foi publicada nesta quarta-feira (5) pelo jornal britânico The Times.
De acordo com a publicação, a decisão colocaria a partida mais importante do torneio no futuro Estádio Hassan II, em Casablanca. Os responsáveis pela obra ainda constroem o estádio, que terá capacidade para cerca de 115 mil espectadores e será o maior do mundo após a inauguração.
A movimentação nos bastidores ocorre em um momento delicado para Infantino. O dirigente perdeu parte do apoio que mantinha entre federações e confederações após apresentar um projeto para vender 20% dos ativos comerciais da Copa do Mundo a investidores privados. A proposta provocou forte reação de dirigentes do futebol mundial e acabou sendo abandonada diante da pressão.
Aliado político
Segundo o The Times, o Marrocos permanece como um dos principais aliados de Infantino. O presidente da Fifa passou os últimos dias no país africano participando de reuniões para conter a crise política e preservar sua base de apoio antes da próxima eleição da entidade. A Real Federação Marroquina de Futebol, inclusive, reafirmou publicamente seu respaldo ao dirigente suíço.
Assim, caso confirme a proposta, a Fifa dará a Casablanca a preferência sobre as candidaturas do Santiago Bernabéu, em Madri, e do Camp Nou, em Barcelona, apontados como favoritos para receber a final da Copa do Mundo de 2030.
A escolha, entretanto, ainda não foi oficializada pela Fifa. Até o momento, a entidade apenas confirmou que Espanha, Portugal e Marrocos serão os principais anfitriões da Copa do Mundo de 2030. Já Uruguai, Argentina e Paraguai receberão partidas comemorativas do centenário da competição.
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