A Fifa declarou não ver irregularidades no gesto do árbitro Shaun Evans, durante jogo da Alemanha, que foi interpretado por alguns como associável ao símbolo 'White Power'.
A Fifa emitiu um comunicado informando que não detectou nenhuma irregularidade no gesto apontado como um sinal de supremacia branca do árbitro de vídeo australiano Shaun Evans no jogo entre Alemanha e Curaçao, pelo Grupo E da Copa do Mundo, no último domingo, 14.
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"O Comitê Disciplinar Independente da Fifa pode confirmar que, após analisar o caso envolvendo o árbitro assistente de vídeo de apoio Shaun Evans, não encontrou nenhuma evidência de violações do Código Disciplinar da Fifa", diz a nota.
O árbitro, por sua vez, também se pronunciou e negou ter feito qualquer símbolo com a mão e classificou a atitude como um 'espasmo involuntário'.
"Gostaria de esclarecer que não fiz intencionalmente um gesto ou símbolo com a mão para comunicar uma mensagem, afiliação, jogo ou crença de qualquer tipo", declarou Shaun Evans.
"A única explicação que posso oferecer é que o movimento foi um espasmo involuntário e subconsciente, e eu não tinha consciência de tê-lo feito na ocasião. Imagens capturadas mais tarde durante a partida mostraram que repeti esse movimento muitas vezes enquanto segurava uma caneta entre os dedos", acrescentou.
O suposto gesto polêmico aconteceu na apresentação da equipe de VAR do duelo válido pela primeira rodada do Grupo E da Copa do Mundo. Na imagem, é possível ver Evans com três dedos sustentados, como uma referência à letra 'W', e o círculo feito com o polegar e o indicador se assemelha à cabeça de um 'P'.
O sinal representa o "White Power" ou "Poder Branco", em alusão a um conjunto de ideais racistas que acreditam que o homem branco é naturalmente superior a humanos de outras origens raciais.
Esta é a segunda Copa do Mundo em que Shaun Evans participa. A primeira foi em 2022, no Catar, quando também trabalhou como VAR.