O zagueiro Carlos Izquierdoz, um dos destaques do Lanús, rival do Flamengo na decisão da Recopa Sul-Americana, comentou sobre a disparidade financeira entre os elencos. Segundo dados do Transfermarkt, o clube argentino tem um plantel avaliado em 43,8 milhões de euros (R$ 271 milhões), enquanto o brasileiro chega a 223,7 milhões de euros (R$ 1,38 bilhão).
Para o experiente defensor, que vive sua segunda passagem pelo Lanús e tem vasta experiência internacional, esses números não refletem o que acontece dentro de campo.
"Muitas vezes, os jogadores são precificados de acordo com o clube onde jogam. O Brasileirão é uma das melhores ligas do mundo, é entendível que os jogadores que se destacam lá, joguem por Palmeiras, Flamengo ou Fluminense, sejam avaliados muito mais caros do que outros jogadores por aí, ou aqui mesmo no Lanús, ou como no Boca e River Plate", disse o atleta de 37 anos.
"Se você fizer um "cara a cara" de jogadores do Lanús com jogadores que jogam no Boca ou River, te asseguro que as pessoas vão ficar com muitos jogadores do Lanús. E quando vemos o valor de mercado, estão muito melhores avaliados os jogadores das outras equipes porque pertencem a essas instituições", acrescentou.
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Izquierdoz construiu uma carreira sólida, defendendo também o Boca Juniors, entre outros clubes do futebol argentino. Além disso, atuou no Santos Laguna, do México e no Sporting Gijón, da Espanha. Ele destacou que o valor de mercado "não vale nada" e citou como exemplo a final da Sul-Americana de 2025, quando o Lanús surpreendeu o Atlético e conquistou o título.
"Então, o valor de um jogador, ou o valor de referência de cada equipe, não vale de nada. Sim, são bem avaliados, valem muito, acabaram de pagar 40 milhões de euros no Paquetá, mas é pelo lugar onde ele jogava, por um monte de coisa que dão esse valor de mercado. Mas futebol são 11 jogadores de cada lado, cada peça tem que se conectar com quem está ao lado, que se combinem, deve haver uma ideia de jogo, atitude… um montão de fatores que não tem nada a ver com o valor", analisou.
"Isso não nos assusta. Passou o mesmo com Atlético-MG, que valia três vezes mais do que nós. Agora é com o Flamengo. São números que chamam a atenção, mas para nós não representa nada. Entendemos que o Flamengo tem muitos jogadores de seleções, de muita hierarquia, os respeitamos, mas isso não significa que vão colocar quaisquer 11 em campo e vão ganhar o jogo, não será assim", encerrou.
Flamengo e Lanús e Flamengo se enfrentam na quinta-feira (19), às 21h30 (de Brasília), no estádio La Fortaleza, pelo primeiro duelo da Recopa.
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