A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, respondeu neste domingo (2) às críticas feitas pelo Flamengo em nota oficial sobre supostos favorecimentos ao clube paulista em decisões de arbitragem. Antes da partida diante do Fortaleza, pela Copa do Brasil, a dirigente afirmou que não compreendeu o motivo da manifestação do clube carioca e classificou o posicionamento como "cara de pau" e "sem pé nem cabeça". As declarações foram concedidas à TV Palmeiras momentos antes da bola rolar no Nubank Parque.
Leila explicou que os questionamentos apresentados pelo Verdão estavam relacionados ao processo envolvendo o meia Maurício, denunciado pela Procuradoria do STJD. De acordo com a dirigente, o Flamengo não teria relação direta com o episódio.
"Eu não entendi muito bem o porque do Flamengo se intrometer nesse assunto. O que estávamos questionando eram decisões referentes a nossos jogadores. Então eu não entendi o porque da nota deles. Será que a carapuça caiu?", declarou.
Além disso, ela voltou a criticar o argumento rubro-negro de que o Palmeiras seria beneficiado pela arbitragem.
Troca de notas ampliou debate sobre arbitragem
Ao comentar a nota divulgada pelo Flamengo, Leila também rebateu a afirmação de que o Palmeiras seria o clube mais favorecido pela arbitragem de vídeo. A presidente afirmou que a maior quantidade de intervenções do VAR representa justamente a correção de erros cometidos em campo.
Na sequência, acrescentou: "O que o Flamengo queria? Que os erros continuassem? O Palmeiras seja o mais prejudicado? A arbitragem volte sem as tecnologias do passado? Foi uma nota muito sem pé nem cabeça. Acho que é desespero, eles deveriam cuidar mais do clube deles e esquecer um pouquinho do Palmeiras."
A troca de posicionamentos teve início após o Palmeiras divulgar uma nota oficial contestando a denúncia apresentada contra Maurício no STJD. O clube paulista argumentou que o lance já passou por análise pelo árbitro Alex Gomes Stefano e pelo VAR durante o triunfo sobre o Vitória, quando a punição aplicada foi apenas o cartão amarelo.
Ao mesmo tempo, o Verdão alegou incompetência ao comparar o episódio com lances envolvendo Erick Pulgar, do Flamengo, e Raniele, do Corinthians, que, de acordo com o clube, não receberam tratamento semelhante por parte da Procuradoria.
Logo depois o Flamengo respondeu oficialmente, afirmando que o debate sobre arbitragem voltou ao centro das discussões após a Copa do Mundo. Também citou a percepção existente entre parte da opinião pública de que o Palmeiras teria saído a favor em decisões ao longo das últimas temporadas.
Embora tenha reconhecido que nenhum dado isolado comprova favorecimento, o clube carioca sustentou que o histórico acumulado mantém o tema em evidência. Assim, a troca de manifestações entre as partes ampliou a disputa institucional nos bastidores do futebol brasileiro, colocando novamente a atuação da arbitragem e os critérios do STJD no centro das discussões.
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