Em sua entrevista coletiva como novo técnico do Corinthians, Fernando Diniz foi o seu próprio advogado e saiu em defesa de seu jeito explosivo na beira do gramado, com as cobranças ríspidas à beira do gramado, com muito berros e palavrões.
“Sou muito mais do que isso, não me resumo a isso. Tenho uma relação com os jogadores de vínculos cada vez mais profundos. Tenho alegria de ser o Diniz daquele jeito. É um Diniz que consegue ajudar mais os jogadores”, comentou.
O novo treinado alvinegro defende a sua postura e cita como o maior exemplo o atacante Rayan, que comandou no Vasco e hoje se encontra no Bournemouth, da Inglaterra. “Um dos mais cobrados no Vasco foi o Rayan. Quando perguntaram para ele, disse que eu era um pai para ele. É só ir atrás dos jogadores que trabalharam comigo sobre o que acham de mim. Foi assim que consegui ajudar o Sara, Rayan, Gabriel Magalhães”, exemplificou.
“Quase sempre que estou cobrando é por falta de vontade, deixar o time na mão... Tem uma causa justa. Minha vida é uma vida de doação para o jogador. Gosto de mudar a vida de jogador no futebol. Muito mais ajuda do que atrapalha. No fundo, tem uma coisa que os benefícios daquilo são positivos. A pessoa às vezes acha que estourei com o jogador”, comentou.
No entanto, Fernando Diniz até admitiu que exagera um pouco com as cobranças e tenta se controlar. “Óbvio que em alguns momentos você passa do tom e precisa se corrigir. Mas aquilo tem um fundamento positivo de ajudar o jogador para ele conseguir fazer o seu melhor”.
O técnico corintiano destacou ser uma pessoa bem verdadeira com os seus jogadores. “Sou um cara muito espontâneo. Com o tempo você vai se corrigindo e melhorando. Tem dois anos que não sou expulso. É uma coisa que procurei melhorar. Isso faz parte da minha personalidade, na maioria das vezes mais ajuda do que atrapalha”, finalizou.