O Corinthians negocia a rescisão do contrato de naming rights da Neo Química Arena com a Hypera Pharma para viabilizar um novo acordo com a Caixa Econômica Federal e amortizar a dívida do estádio. O encerramento, contudo, esbarra em divergências sobre a multa rescisória: o clube estima o valor em R$ 47,85 milhões, enquanto a farmacêutica exige correção pelo IGP-M, elevando a quantia para cerca de R$ 68 milhões. Para mitigar o impacto financeiro, o clube estuda ceder o nome do seu CT à empresa.
O Corinthians segue trabalhando nos bastidores para encontrar uma solução para a dívida da Neo Química Arena. Enquanto negocia uma possível parceria com a Caixa Econômica Federal, o clube também precisa resolver uma questão envolvendo a Hypera Pharma.
Segundo informações divulgadas pelo ge neste domingo (18), Corinthians e Hypera Pharma estão conversando sobre os valores de uma possível rescisão do contrato de naming rights da Arena. As partes ainda não chegaram a um entendimento, principalmente por causa da multa prevista para o encerramento antecipado do acordo.
O Corinthians entende que precisaria pagar R$ 47,85 milhões para encerrar o contrato em 2026. Esse seria o valor estabelecido na tabela de multas prevista no documento original.
A Hypera Pharma, por sua vez, considera que a quantia precisa passar por uma atualização monetária com base no Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M). Com a correção, o valor chegaria a aproximadamente R$ 68 milhões, uma diferença superior a R$ 20 milhões em relação ao cálculo apresentado pelo clube.
O valor da multa ainda é objeto de negociação e não existe um entendimento definitivo entre as partes sobre a quantia necessária para encerrar o contrato.
Apesar da divergência, o Corinthians busca uma saída amigável. Uma das possibilidades discutidas envolve a manutenção da Hypera Pharma como parceira comercial, mesmo que a empresa deixe de ter os direitos de nomeação do estádio.
Entre as alternativas avaliadas estão um novo contrato de patrocínio e a possibilidade de conceder à farmacêutica os naming rights do CT Joaquim Grava.
A movimentação acontece em meio às negociações entre Corinthians e Caixa Econômica Federal. O clube estuda uma operação que poderia envolver os direitos de nomeação da Arena e ajudar a solucionar a dívida do estádio, estimada em aproximadamente R$ 630 milhões.
As conversas também abrangem outros ativos comerciais, como produtos financeiros e a possibilidade de transferência de operações bancárias do Corinthians para a Caixa.
Na sexta-feira (16), Corinthians e Caixa assinaram um termo de confidencialidade, permitindo o avanço das conversas sobre uma possível parceria.
O contrato atual com a Hypera Pharma foi anunciado em 2020 e estabeleceu o nome Neo Química Arena para o estádio corintiano. O acordo original tem duração de 20 anos, com previsão de encerramento em 2040.
Procurada pelo ge, a Hypera Pharma informou que não comenta o assunto até o momento da publicação desta matéria.