Corinthians emite nota oficial e confirma saídas do clube

17 out 2026 - 16h33
Resumo
O Corinthians iniciou o desligamento de diretores envolvidos nas eleições de 28 de novembro para garantir a isenção administrativa. Deixam os cargos Marcelo Munhoes (Tecnologia), Antônio Jorge Rachid Júnior (Secretaria-Geral) e Joaquim Arruda (Comercial). A demissão de Munhoes, testemunha em caso sobre desvios de materiais esportivos, levou o Ministério Público a pedir a prisão preventiva do vice-presidente Armando Mendonça por suposta intimidação, acusação que a defesa do dirigente nega.

A proximidade das eleições presidenciais do Corinthians começa a provocar mudanças na estrutura administrativa do clube. Com a disputa prevista para o dia 28 de novembro, dirigentes envolvidos no processo eleitoral estão deixando seus cargos, em meio às movimentações políticas nos bastidores do Parque São Jorge.

Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians / Gávea News

Neste sábado (17), o Corinthians confirmou oficialmente que iniciou o desligamento de diretores da gestão de Osmar Stabile que participarão das eleições. Segundo o clube, a decisão busca preservar a imparcialidade da administração durante o período eleitoral.

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Entre os profissionais que já deixaram suas funções está Marcelo Munhoes, responsável pela diretoria de tecnologia. Ele foi demitido na quinta-feira (15), após manifestar apoio à candidatura de Rozallah Santoro à presidência do Corinthians.

Outra saída confirmada é a de Antônio Jorge Rachid Júnior, que ocupava o cargo de secretário-geral. O dirigente participa diretamente da disputa eleitoral como candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Sérgio Janikian.

Joaquim Arruda também deixou a diretoria-adjunta comercial. Diferentemente de Munhoes, ele apresentou um pedido de demissão por entender que sua participação nas eleições poderia representar um conflito de interesses. Arruda integra a chapa de Rozallah Santoro como candidato a vice-presidente.

A saída de Marcelo Munhoes, entretanto, ganhou repercussão judicial. O Ministério Público de São Paulo pediu a prisão preventiva do vice-presidente Armando Mendonça, que é réu em um processo envolvendo suspeitas de irregularidades com materiais esportivos fornecidos pela Nike.

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O órgão considera que a demissão de Munhoes, testemunha no processo, pode representar uma tentativa de intimidação e interferência na produção de provas. A defesa de Mendonça contesta as acusações e nega que ele tenha participado da decisão de desligar o ex-diretor.

De acordo com o Corinthians, os desligamentos serão concluídos nos próximos dias, respeitando a transição das atividades de cada departamento.

As eleições definirão o sucessor de Osmar Stabile, que não disputará a presidência. Cinco candidatos estão inscritos para o pleito, que também escolherá os representantes do Conselho Deliberativo para o mandato de 2027 a 2029.

Nota oficial do Corinthians

O Sport Club Corinthians Paulista esclarece que, com o fim do prazo de inscrição das candidaturas para o processo eleitoral, ocorrido na última quinta-feira (15), optou pelo desligamento dos diretores da atual gestão que participarão do pleito marcado para o dia 28 de novembro.

A decisão, que já está em processo de execução e será encerrada nos próximos dias, conforme o processo de transição de cada departamento, tem como objetivo manter a isenção da direção executiva em meio ao período eleitoral, priorizando a estabilidade de um processo tão importante para o Clube.

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O Corinthians reforça seu compromisso com a transparência, a lisura e o respeito ao processo democrático, garantindo que a administração do Clube seguirá concentrada em suas responsabilidades institucionais e na condução dos assuntos de interesse do Sport Club Corinthians Paulista, sem qualquer interferência no processo eleitoral.

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