MP pede prisão preventiva de vice-presidente do Corinthians em caso que apura desvio de R$ 6,2 milhões em materiais da Nike

Em manifestação à Justiça, o promotor Cássio Conserino apontou que Mendonça tentou intimidar testemunhas no curso do processo

16 out 2026 - 18h36
(atualizado às 18h46)
Corinthians teve produtos subtraídos e passa por investigação.
Corinthians teve produtos subtraídos e passa por investigação.
Foto: Nike/Divulgação / Estadão

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) pediu, nesta sexta-feira, 16, a prisão preventiva de Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians, no âmbito da ação que apura supostas irregularidades na gestão de materiais esportivos fornecidos pela Nike. A informação foi divulgada inicialmente pelo ge e confirmada pelo Terra.

O pedido, assinado pelo promotor Cássio Conserino, foi encaminhado à 25ª Vara Criminal do Foro Central Criminal da Barra Funda após a demissão do agora ex-diretor de Tecnologia da Informação do Corinthians, Marcelo Munhoes, que é considerado uma testemunha importante para a acusação. 

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Conserino argumentou que a demissão de Munhoes pode representar uma tentativa de intimidar testemunhas e interferir na produção de provas, especialmente às vésperas de um audiência de instrução marcada para 10 de novembro. 

O promotor explica que Munhoes foi responsável por apresentar elementos técnicos que corroboraram para a identificação de apropriação indevida dos materiais esportivos, e que sua demissão pode afentar não só seu depoimento, como o de outros funcionários do Corinthians que ainda deverão ser ouvidos pela Justiça. 

No entendimento de Conserino, o desligamento de Munhoes também ocorreu em um contexto de apoio público de Osmar Stábile, presidente do clube, a Armando Mendonça. Além disso, considera que a combinação dos episódios representa indício de possível interferência na instrução criminal. 

O promotor também anunciou a abertura de procedimento para averiguar as condições da demissão e eventual participação de Mendonça ou de terceiros em atos destinados a interferir na ação. 

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Justiça investiga irregularidades em gestão de materiais esportivos

A Justiça de São Paulo tornou Armando Mendonça réu em junho passado, acusado de apropriação indébita agravada continuada, tentativa de apropriaçãao indébita agravada continuada, furto qualificado pelo abuso de confiança e coação no curso do processo. 

A ação se deu após a divulgação do relatório de uma auditoria interna conduzida por Munhoes, a pedido de Stabile, que identificou irregularidades na gestão dos materiais esportivos e identificou a atuação de Mendonça como central nas ações classificadas como inconformidades. 

Segundo o MP, ele teria se apropriado de 131 materiais esportivos fornecidos pela Nike, além de tentar obter 19 camisas com identificações especiais, subtrair para si oito unidades dessa edição, além de ameaçar duas testemunhas no curso das investigações. 

As notas fiscais dos produtos não foram lançadas no sistema de gestão do clube. O valor contabilizado em 2024 foi de R$ 5,14 milhões. Já entre maio e setembro de 2025, R$ 1,07 milhão. O prejuízo total seria de R$ 6,21 milhões.

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No processo, Mendonça negou as irregularidades. Segundo o vice-presidente, foi identificado que o descontrole na retirada de materiais ocorria na gestão do ex-presidente Augusto Melo. Mas, sob Osmar Stabile, haviam sido feitas correções, além de sustentar que o relatório da auditória trazia falhas. 

O Terra tenta contato com a defesa de Armando Mendonça. O espaço segue aberto para manifestação. 

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*Com informações de Estadão Conteúdo.

Fonte: Portal Terra
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