Corinthians sofre nova pressão na Justiça por atrasos no RCE

RC Consultoria quer suspender plano judicial e liberar credores para buscar bens e valores do clube

20 out 2026 - 13h55
(atualizado às 13h56)
Resumo
A RC Consultoria pediu à Justiça a suspensão do plano de pagamentos do Corinthians no Regime de Centralização de Execuções (RCE), acusando o clube de atrasar repasses e omitir comprovantes financeiros. A empresa e outros credores querem autorização para retomar bloqueios de bens e contas. Além disso, a perícia judicial deu 15 dias para o clube justificar pendências milionárias, divergências nas contas da Arena e débitos com terceiros, aumentando o risco de novas sanções financeiras.
Outros credores também cobram pagamentos e comprovantes do Corinthians –
Outros credores também cobram pagamentos e comprovantes do Corinthians –
Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians / Jogada10

A RC Consultoria, empresa ligada ao empresário Carlos Leite, pediu à Justiça a suspensão do plano de pagamentos do Corinthians no Regime de Centralização de Execuções (RCE). Em petição apresentada na última segunda-feira (19), a companhia apontou atrasos nos repasses aos credores e questionou a gestão dos recursos do clube.

De acordo com a empresa, o Timão não pagou 42% do rateio de agosto e não repassou nenhum valor referente a setembro. Além disso, um relatório do administrador judicial apontou a falta de comprovantes de uma obrigação de R$ 26 milhões anterior ao RCE. Por fim, registrou uma operação de R$ 36,4 milhões envolvendo um fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC).

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Outros credores também cobram pagamentos e comprovantes do Corinthians –
Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians / Jogada10

Credores cobram explicações do Corinthians

A RC afirma que a falta de esclarecimentos sobre essas movimentações gera dúvidas sobre a destinação do dinheiro. O relatório, porém, não concluiu pela existência de desvio de recursos. A empresa também pediu que os credores possam voltar a buscar bloqueios de contas, direitos creditórios e outros bens do Corinthians em ações individuais.

A cobrança se soma às reclamações de outros credores, como o empresário André Cury, o Nacional-SP, a antiga patrocinadora Pix Star e o advogado Nelson Wilians. Todos questionaram a falta de pagamentos ou de comprovantes no âmbito do RCE.

Paralelamente, o perito responsável pelo acompanhamento do regime deu ao Corinthians 15 dias para responder a questionamentos apresentados à Justiça no início de outubro. Entre eles estão R$ 2,5 milhões que deveriam ter sido destinados a credores em julho e outros R$ 7,6 milhões referentes ao rateio de agosto.

O clube também precisa esclarecer lançamentos financeiros, divergências nas contas da Arena e a dívida com o Talleres, além de apresentar contratos com a Nike. A Justiça deverá analisar o pedido da RC Consultoria, que pode abrir caminho para novas medidas de cobrança contra o patrimônio corintiano.

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