Corinthians acumula R$ 16 milhões em atrasos e pode perder pontos

Inadimplência ameaça plano coletivo da CNRD, enquanto Cuiabá e outros credores articulam novas medidas contra o clube

20 out 2026 - 14h22
(atualizado às 14h22)
Resumo
O Corinthians acumula cerca de R$ 16 milhões em duas parcelas atrasadas do acordo na CNRD, gerando forte reação de credores. O Cuiabá já pediu a extensão do transfer ban até 2027 e estuda cancelar o plano coletivo, medida também avaliada por outros credores, como André Cury e o ex-jogador Jadson. Além de bloqueios de receitas da CBF solicitados pelo escritório RA Law, a inadimplência coloca o clube sob risco iminente de sanções esportivas graves, incluindo a perda de pontos em competições.
Cuiabá pede fim do acordo firmado na CNRD –
Cuiabá pede fim do acordo firmado na CNRD –
Foto: AssCom/Dourado / Jogada10

O Corinthians voltou a atrasar parcelas do acordo coletivo firmado na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD). Com o vencimento de 17 de outubro sem pagamento, o clube passou a acumular duas parcelas pendentes, que somam aproximadamente R$ 16 milhões.

A situação levou o Cuiabá a preparar novas medidas. Em entrevista à ESPN, o presidente Cristiano Dresch afirmou que o clube já solicitou a extensão do transfer ban para a primeira janela de contratações de 2027 e agora pretende pedir o encerramento do plano coletivo. Para o dirigente, o acordo perdeu sua finalidade diante dos atrasos e da ausência de juros.

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Cuiabá pede fim do acordo firmado na CNRD –
Foto: AssCom/Dourado / Jogada10

Credores estudam medidas mais duras no Corinthians

Além disso, credores também avaliam recorrer à CNRD para tentar cancelar o plano. Entre eles está o empresário André Cury: quatro débitos ligados à Link Assessoria, sua agência, chegam perto de R$ 19 milhões. A lista inclui ainda R$ 13 milhões devidos ao ex-meia Jadson e R$ 4,2 milhões ao zagueiro Balbuena.

Bem como, a cobrança envolve também a Think Ball, que busca receber R$ 3,5 milhões, e o empresário José Parrales, com R$ 2,5 milhões. O escritório RA Law, que representa diferentes credores, informou que já pediu o bloqueio de valores que o Corinthians tenha a receber da CBF. De acordo com Marcelo Robalinho, representante do escritório, a falta de créditos disponíveis pode levar a pedidos de sanções esportivas, entre elas a perda de pontos.

A relação de credores inclui ainda Criciúma, com R$ 1 milhão; Grêmio Osasco, com R$ 1,6 milhão; ABC, com cerca de R$ 250 mil. Em seguida, União Suzano, com R$ 42 mil, e logo depois, Sociedade Esportiva Palmeirinha, com R$ 48 mil. O avanço das cobranças amplia a pressão sobre o Corinthians, que agora corre o risco de ver o acordo coletivo ameaçado e enfrentar novas consequências financeiras e esportivas.

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