O Corinthians firmou um acordo de transação tributária com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para regularizar uma dívida estimada em R$ 1,2 bilhão. Com a negociação, iniciada em 2024 e agora concluída, o clube conseguiu um abatimento de 46,6% sobre juros, multas e encargos, o que reduziu o valor final para R$ 679 milhões.
Segundo comunicado divulgado pela PGFN, o montante será quitado de forma parcelada. Os débitos não previdenciários, que representam a maior parte da dívida, serão divididos em até 120 parcelas. Já os valores previdenciários terão prazo de pagamento em 60 prestações.
No caso do FGTS, o Corinthians aderiu à modalidade oferecida pela Caixa Econômica Federal. Esta prevê desconto superior a 30% e parcelamento também em 60 vezes. Já os créditos de contribuição social serão pagos à vista, com abatimento de 70%.
A dívida do clube era considerada de difícil recuperação pela PGFN e envolvia aproximadamente R$ 1 bilhão em débitos não previdenciários, R$ 200 milhões em débitos previdenciários e cerca de R$ 15 milhões relacionados ao FGTS, acumulados ao longo de quase 20 anos.
As garantias do Corinthians
Assim, para garantir o cumprimento do acordo, o Corinthians ofereceu como garantias os valores a receber da loteria Timemania e o Parque São Jorge, patrimônio avaliado em R$ 602,2 milhões. O contrato prevê ainda que o clube mantenha sua regularidade fiscal a partir de agora. Além disso, a PGFN acompanhando de perto o pagamento das parcelas e o recolhimento dos tributos futuros.
Responsável por representar a União em causas fiscais e pela cobrança de dívidas ativas, como impostos e contribuições ao INSS, a PGFN destacou a importância do acordo para assegurar a recuperação dos valores devidos.
De acordo com o último balancete divulgado pelo clube, em novembro de 2025, o Corinthians possui uma dívida bruta total estimada em R$ 2,8 bilhões.
Siga nosso conteúdo nas redes sociais: Bluesky, Threads, Twitter, Instagram e Facebook.