Pressionado por crises financeira e política, o Corinthians negocia a venda do meia André ao Nottingham Forest por cerca de 13,6 milhões de libras (R$ 95 milhões) mais bônus. Precisando de receitas urgentes para equilibrar as contas, o clube paulista deve aceitar um valor inferior ao oferecido anteriormente pelo Milan, que propôs 17 milhões de euros (R$ 103 milhões) em março, negócio vetado pela diretoria na época.
O Corinthians projeta arrecadar 25 milhões de euros (cerca de R$ 144,1 milhões na cotação atual) nesta janela de transferências. Desse modo, o clube vê a possibilidade de novas receitas somente com a venda de jogadores. Breno Bidon e André são os jogadores mais valorizados do elenco no momento.
Aos 20 anos, o meia André recebeu proposta do Milan da Itália, recentemente, mas a sua saída acabou sendo vetada pelo presidente Osmar Stabile quando o acordo já era dado como certo. Desta vez, o Nottingham Forest, da Inglaterra, é o time mais interessado no jogador.
As duas diretorias debatem o tema nas últimas semanas, e o acordo parece caminhar para um final feliz. Contudo, é importante afirmar que, até o momento, não há proposta oficial. A posição do time inglês é apresentar possibilidades para o Corinthians e aguardar a resposta do time paulista.
As conversas seguem em andamento, e o Nottingham Forest avisou que só fará proposta oficial após todos os detalhes terem sido amarrados pelas duas direções. A ideia é ser assertivo para que a negociação não se torne uma novela.
O acordo fixo deve ser definido em 13,6 milhões de libras (em torno de R$ 95 milhões na cotação atual). Contudo, a ideia do Corinthians, que tem 70% dos direitos econômicos de André, é incluir cláusulas de bonificação por metas alcançadas pelo jogador.
Proposta do Milan por André foi maior
A transferência de André é vista internamente como a única saída para o clube equilibrar as contas. Além do transfer ban, que impede a inscrição de novos jogadores, o Corinthians atravessa uma grave crise política e de gestão no departamento de futebol.
O detalhe é que, desta vez, em função da crise, o Corinthians pode acabar aceitando uma proposta inferior aos valores praticados pelo Milan em março. Naquele mês, o time italiano apresentou uma oferta de 17 milhões de euros (cerca de R$ 103 milhões na cotação daquela época).
O acordo previa o pagamento de 15 milhões de euros (R$ 91,14 milhões) fixos mais 2 milhões de euros (R$ 12,15 milhões) em bônus. Além disso, o clube ficaria com 20% dos direitos do meia.