O ex-jogador Youri Djorkaeff criticou duramente a atuação do Brasil após a eliminação na Copa do Mundo de 2026. Campeão mundial com a França em 1998, ele afirmou, durante participação em um programa da RMC, que o futebol moderno perdeu qualidade técnica e declarou que "dá vontade de vomitar" ao assistir à seleção comandada por Carlo Ancelotti.
"Acho que perdemos muita qualidade. É preciso deixar os jovens se expressarem nos clubes. Não existem mais jogadores técnicos. Vocês assistiram a Brasil x Noruega? Dá vontade de vomitar vendo esse Brasil", disse o ex-atacante no programa "After Foot" de terça-feira (6).
Embaixador da FIFA durante o Mundial, o ex-jogador usou a derrota por 2 a 1 para a Noruega como exemplo de sua avaliação. Para ele, a equipe brasileira mostrou pouca criatividade e dependeu apenas de Neymar nos minutos finais da partida para criar jogadas ofensivas.
"É o Neymar, com 34 anos, que praticamente não joga há cinco anos, quem cria alguma coisa no fim. Mas onde estão os outros? Onde estão os brasileiros técnicos? Assim, não me venham vender o Paquetá ou sei lá quem. Isso é um absurdo. Quando falo de qualidade, é uma coisa simples: o domínio da bola", apontou.
Retrato da queda de nível
O francês também apontou o segundo gol de Erling Haaland como um retrato da queda de nível defensivo do futebol atual. Dessa forma, na visão de Djorkaeff, o atacante teve tempo e espaço para dominar a bola, preparar a finalização e marcar sem sofrer pressão da marcação brasileira.
"No segundo gol, o Halaand recebe a bola, faz o domínio. Afinal, vocês viram quanto tempo ele teve? Quanto espaço ele ganha só com aquele primeiro toque? Depois, ele empurra a bola e finaliza. Simples. Antigamente, os zagueiros estariam muito mais próximos do atacante", acrescentou.
Além disso, o ex-meia citou a oportunidade desperdiçada por Endrick aos 14 minutos do segundo tempo, quando o jogo ainda estava empatado. Após receber passe de Vinícius Júnior, o atacante saiu cara a cara com o goleiro, adiantou a bola e concluiu para fora.
Na avaliação de Djorkaeff, o desempenho do Brasil reforçou a perda de qualidade técnica do futebol moderno. Afinal, pecou tanto na construção ofensiva quanto na organização defensiva.
"O Endrick apenas empurra a bola, mesmo estando sozinho diante do goleiro. Nesse sentido, se fosse o Ronaldo Fenômeno, ele teria desmontado o goleiro com um drible e empurrado a bola para o gol", finalizou.
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