F1: Wolff faz alerta à Mercedes e vê Hamilton como ameaça real ao título mundial

Chefe da Mercedes afirma que britânico voltou à melhor forma e diz que “parar o trem Hamilton” será difícil

17 jun 2026 - 09h54
Foto: Reprodução / F1

Lewis Hamilton voltou definitivamente à briga pelo campeonato da Fórmula 1. Pelo menos essa é a avaliação de Toto Wolff, chefe da Mercedes, que classificou o piloto da Ferrari como uma ameaça “absoluta” na disputa pelo título de 2026 após a vitória do heptacampeão no Grande Prêmio da Espanha.

O triunfo em Barcelona foi o primeiro de Hamilton pela Ferrari e também a primeira vez que uma equipe derrotou a Mercedes em uma corrida de domingo nesta temporada. Com o abandono de Kimi Antonelli nas voltas finais, o britânico reduziu a diferença para a liderança do campeonato para apenas 41 pontos, reacendendo a disputa pelo Mundial.

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“Eu preferia não lutar contra ele por um título porque sei do que ele é capaz. Se ele sente cheiro de sangue, ele vai para cima”, afirmou Wolff após a corrida. “Já vi isso acontecer por muitos anos. De repente, o trem do Lewis Hamilton começa a andar e fica muito difícil pará-lo.”

Questionado sobre a possibilidade de Hamilton conquistar um oitavo campeonato mundial, o dirigente foi direto: “Sim, absolutamente. Ainda estamos muito no começo da temporada. A diferença é de 41 pontos. Um abandono pode custar 25 pontos e mudar tudo.”

Para Wolff, a disputa segue completamente aberta, mas a Mercedes precisará evitar erros para manter a vantagem.

“Não podemos nos dar ao luxo de não terminar corridas. Precisamos continuar evoluindo o carro e a unidade de potência, evitar erros, ser inteligentes estrategicamente e manter o foco total”, destacou.

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A recuperação de Hamilton contrasta fortemente com sua primeira temporada na Ferrari, quando não conseguiu sequer subir ao pódio em 24 oportunidades. Agora, o britânico acumula três pódios consecutivos e parece cada vez mais adaptado ao SF-26, carro que ajudou a desenvolver durante o inverno europeu.

Wolff acredita que as novas regras técnicas introduzidas em 2026 favoreceram o estilo de pilotagem do veterano de 41 anos.

“Este carro é diferente dos da era anterior, que sofriam com o efeito de quicar e eram muito rígidos. Agora voltamos a algo mais convencional em termos de aerodinâmica e dinâmica veicular. Dá para ver que ele está pilotando muito forte”, analisou.

O chefe da Mercedes também elogiou a relação entre Hamilton e seu novo engenheiro de corrida, Carlo Santi, apontando o bom ambiente interno da Ferrari como um dos fatores para a retomada do desempenho.

Além dos aspectos técnicos, Wolff acredita que a estabilidade pessoal do britânico também pode estar contribuindo para a boa fase.

“Vi o rosto dele no pódio pela televisão. Aquela expressão mostrava alguém muito feliz. Talvez a namorada ajude”, brincou. “Quando você tem estabilidade na vida pessoal, isso faz diferença. Parece que tudo está funcionando bem para ele. Quando os aspectos emocionais, pessoais e profissionais estão alinhados, você vence.”

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Com a vitória na Espanha e a sequência positiva de resultados, Hamilton volta a ser tratado como um dos principais candidatos ao campeonato, algo que parecia improvável após as dificuldades enfrentadas em sua estreia pela Ferrari. E, para quem o conhece melhor do que quase ninguém, ignorá-lo seria um erro.

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