F1: FIA pede testes para redução da potência da bateria para as equipes

Nova medida foi tomada para avaliar o uso da energia elétrica nas novas unidades de potência

19 fev 2026 - 13h45
Testes da pré-temporada em Bahrain, FIA aplica testes para redução da potência eletrica
Testes da pré-temporada em Bahrain, FIA aplica testes para redução da potência eletrica
Foto: Reprodução: X

Nesta quinta-feira as equipes de F1 foram convidadas a rodar com potência elétrica reduzida durante os testes em Bahrein, sendo parte de uma avaliação conduzida pela FIA para entender possíveis soluções para as reclamações e questionamentos sobre os motores de 2026. A aplicação funciona como um “plano B” diante das críticas sobre a gestão de energia impostas pelo novo regulamento.

A principal preocupação está ligada a forma como será necessário carregar a bateria e se a potência máxima poderá ser utilizada de maneira eficiente durante uma volta, especialmente em condições de classificação. Apesar de melhorias observadas ao longo das sessões de testes  anteriores, as reclamações seguem as mesmas, relacionadas aos meios exigidos para equilibrar a recarga e o desempenho dos carros. 

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Na quarta-feira, a FIA confirmou que, após discussões na reunião da Comissão de F1, seriam realizadas avaliações e verificações técnicas sobre a gestão de energia durante o restante da semana de testes no Bahrein. O trabalho está diretamente ligado ao convite feito às equipes para operarem com potência reduzida do MGU-K, o que deve gerar dados sobre o impacto dessa limitação na necessidade de recarga ao longo da volta.

O ponto principal discutido é se seria melhor correr com uma potência máxima menor em situação real de corrida, mas com possibilidade de uso mais frequente do componente elétrico. No paddock, já foram mencionados cenários com redução de 350 kW para 300 kW, ou até para 200 kW, embora essa alternativa seja vista como pouco viável por alterar um aspecto essencial dos carros, já que o componente elétrico deve responder por quase metade da potência total.

Outras soluções também estão sendo debatidas, como aumentar a capacidade de recuperação da bateria por meio do chamado Super Clip. Atualmente, o regulamento limita o MGU-K como gerador a 250 kW, mas a McLaren sugeriu que permitir a operação em plena capacidade, a 350 kW, poderia reduzir a necessidade de manobras como aliviar o acelerador ou reduzir a velocidade para recarregar energia.

A tendência, porém, é que qualquer mudança significativa seja adiada até que haja uma amostra maior de corridas, com o objetivo de entender melhor o problema em diferentes circuitos. O diretor da Associação de Pilotos de Grande Prêmio, Carlos Sainz, defendeu flexibilidade e ajustes se necessário, enquanto figuras importantes da F1 acreditam que os avanços recentes indicam que se trata de um desafio de curto prazo, sem risco de comprometer todo o ciclo do regulamento.

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Fonte: Portal Terra
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