F1: Entenda por que a McLaren não utilizará sua nova asa traseira rotativa na Áustria

Equipe planejava testar pacote no Red Bull Ring, mas adiou sua introdução para depois do GP da Grã-Bretanha

26 jun 2026 - 15h19
Foto: Divulgação / F1

A McLaren suspendeu seus planos de utilizar sua nova asa traseira rotativa no GP da Áustria. De acordo com o Motorsport.com, a equipe adiou a introdução do pacote para depois do GP da Grã-Bretanha de F1. O design da asa traseira, semelhante ao da Ferrari, seria avaliado no carro de Lando Norris durante os treinos em Spielberg, mas precisará de mais desenvolvimento.

A asa "Macarena", vista pela primeira vez no SF-26 da equipe italiana, apresenta um mecanismo de acionamento diferente para o flap superior da asa traseira quando o Modo Reta é ativado. Em vez de puxar o flap para mais perto da horizontal, como no antigo Sistema de Redução de Arrasto (DRS), o atuador gira o flap inteiro. A Red Bull também possui um conceito semelhante, que introduziu um pouco mais tarde.

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"Trabalhamos muito nas últimas semanas na fábrica, tentando deixar algo pronto para este evento, porque sabíamos que seria uma boa oportunidade para testar a asa", disse o diretor técnico da McLaren, Neil Houldey. "Houve muito trabalho de laboratório nos últimos dias e sabíamos que, quando o material chegasse aqui, ainda teríamos que fazer alguns ajustes finais."

Após a montagem e a aprovação final da asa, a McLaren concluiu que ainda não havia confiança suficiente para utilizá-la na primeira sessão de treinos. Segundo Houldey, o sistema não estava funcionando da maneira esperada, e a equipe preferiu realizar novos ajustes. O diretor técnico ainda ressaltou que, como o plano era usar o novo pacote por um período curto, não fazia sentido desperdiçar tempo de pista para resolver o problema durante os treinos.

"Na verdade, o melhor para nós foi nos concentrarmos no carro e neste fim de semana, em vez de no trabalho de desenvolvimento, e traremos aquela asa de volta quando tivermos aprendido um pouco mais e estivermos confortáveis com o projeto."

A expectativa é que a nova asa traseira rotativa ofereça uma redução de arrasto maior do que o modelo convencional. Porém, o mecanismo ainda exige desenvolvimento para garantir confiabilidade em condições de corrida. Além disso, a McLaren também precisa entender melhor como o acionamento do sistema afeta o comportamento aerodinâmico do carro durante a transição, considerando que isso influencia tanto os níveis de downforce quanto a carga nos pneus na entrada das curvas.

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Norris elogiou o trabalho da equipe para acelerar o desenvolvimento da asa traseira rotativa, embora tenha reconhecido que se trata de um conceito complexo e que exige tempo para ser aperfeiçoado. O britânico também destacou a criatividade da Ferrari ao introduzir a especificação no início do ano, afirmando que esse tipo de inovação é um dos aspectos que tornam a F1 tão especial. Segundo ele, a McLaren gostaria de ter contado com esse conceito alguns meses antes.

Antes do início da temporada atual, Rob Marshall, diretor técnico da equipe papaya, sugeriu que eles passariam as primeiras corridas entendendo melhor o comportamento do MCL40 e observando as inovações das outras equipes antes de definir um caminho para o desenvolvimento do carro. O cancelamento dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita alterou um pouco esse cronograma, interrompendo a temporada após apenas três etapas, mas também proporcionou um mês inteiro para a equipe se concentrar no desenvolvimento técnico.

Os prazos de pesquisa e desenvolvimento são longos e fazem com que os efeitos dessas inovações só apareçam meses depois de serem introduzidas. No caso da asa traseira rotativa, a McLaren precisou avaliar se o potencial ganho compensava o investimento, principalmente diante das limitações do teto orçamentário da F1.

Ao mesmo tempo, a equipe também precisa equilibrar riscos, dada a sua posição no campeonato de construtores em relação à Mercedes e à Ferrari. No campeonato de pilotos, Norris está em quinto lugar, com menos da metade dos pontos do líder Kimi Antonelli. Além disso, a McLaren entende que qualquer possível ganho de desempenho não compensaria perder tempo valioso de pista durante os treinos livres.

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Na Áustria, um vazamento hidráulico chegou a atrasar a ida de Norris à pista, comprometendo tempo de pista e reforçando a importância de aproveitar ao máximo os treinos livres. Como o GP da Grã-Bretanha terá formato sprint, com apenas uma sessão de treinos livres, a expectativa é que a asa traseira rotativa faça sua estreia apenas no GP da Bélgica.

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