A Red Bull Racing já definiu o seu alvo favorito caso Max Verstappen deixe a equipe no futuro: o australiano Oscar Piastri. Segundo informações apuradas pelo site Motorsport.com Itália, a cúpula da marca austríaca vê o atual piloto da McLaren como a peça central ideal para substituir o tetracampeão mundial. A movimentação prepara o terreno para um cenário em que Verstappen decida trocar de equipe, tirar um período sabático ou até mesmo deixar a Fórmula 1 de forma definitiva.
Embora Max Verstappen tenha contrato para o próximo ano e a equipe insista publicamente que a manutenção do holandês é a realidade, líderes do time e executivos como Oliver Mintzlaff sabem que é preciso estar preparado. Para uma organização que conta com mais de 2.000 funcionários, o piloto principal é o pilar que sustenta não apenas os resultados em pista, mas também o desenvolvimento técnico e os interesses comerciais. A Red Bull entende que não pode apostar todas as suas fichas exclusivamente na base; o jovem Isack Hadjar, por exemplo, é visto como um talento promissor com alto investimento da equipe, mas ainda não está pronto para carregar o peso de ser o líder da equipe.
Um fator intrigante nessa negociação é o papel de Mark Webber, ex-piloto da Red Bull e atual empresário de Piastri. Nesta temporada, o jovem australiano optou por afastar Webber de seu entorno direto nas corridas, passando a trabalhar de forma mais próxima com Pedro Matos, seu ex-engenheiro dos tempos de F2 na Prema. A decisão de enxugar a comunicação nos boxes da McLaren trouxe mais calma ao ambiente interno e já gerou resultados práticos, com pódios conquistados no Japão e em Miami.
No entanto, a ausência de Webber na rotina de pista tem sido interpretada como uma janela para que o empresário avalie novas opções de mercado nos bastidores. A retomada de um diálogo com a Red Bull, equipe que ele conhece profundamente, surge como um passo natural e que não causaria surpresa no paddock.
A busca por um nome consolidado como o de Piastri também evidencia uma guinada estratégica profunda dentro da Red Bull, especialmente impulsionada pela saída de Helmut Marko. Por mais de duas décadas, a filosofia do consultor foi muito clara: cultivar e promover jovens talentos em casa para atuar ao lado de um líder provado. Foi uma receita que funcionou perfeitamente com Sebastian Vettel, Daniel Ricciardo e, por fim, Verstappen. Agora, diante da iminente necessidade de reposição, a equipe demonstra estar disposta a romper com sua tradição e buscar um protagonista pronto na concorrência para proteger o seu domínio na F1.