A Aston Martin deve iniciar sua participação no shakedown da Fórmula 1 em Barcelona apenas na quinta-feira, confirmando um atraso no cronograma inicial. Como cada equipe tem direito a apenas três dias de atividade, o time britânico terá menos tempo de pista, embora ainda possa coletar dados relevantes se executar um programa eficiente.
Mais do que a questão logística, o atraso está ligado às escolhas ambiciosas de Adrian Newey, que influenciaram profundamente o projeto aerodinâmico e o desenvolvimento da unidade de potência em parceria com a Honda. O engenheiro britânico manteve sua filosofia de priorizar um pacote técnico avançado, mesmo que isso resulte em menos voltas nos testes.
A abordagem envolve riscos, mas segue uma lógica clara: testes só são realmente úteis se o carro tiver potencial competitivo. Por isso, a Aston optou por levar a Barcelona um conceito mais refinado, ainda que com montagem tardia.
A Honda confirmou que, a pedido de Newey, o motor passou por mudanças importantes, com foco em compactação extrema e um novo desenho interno da bateria. A expectativa é que essas soluções tragam ganhos de desempenho ao longo do desenvolvimento.