A Fórmula 1 caminha para fechar mais uma brecha considerada perigosa nas largadas da temporada 2026. Após alertas de pilotos e equipes, um novo ajuste de regras foi acordado para reduzir riscos logo nos primeiros metros das corridas.
As discussões começaram já nos primeiros testes do ano, com algumas equipes preocupadas sobre os procedimentos de largada dos novos carros, especialmente em relação ao tempo necessário para preparar os sistemas híbridos e o turbo antes dos carros darem a largada. Como resposta inicial, a FIA concedeu cinco segundos extras aos pilotos no grid, medida que foi testada com sucesso durante as simulações realizadas no teste de pré-temporada no Bahrein na última semana.
No entanto, outro ponto crítico ganhou destaque: o uso do modo aerodinâmico nas retas, chamado em inglês de "straight mode", logo na largada. Neste modo, que substitui o DRS, os pilotos reduzem o arrasto abrindo a asa traseira e também a asa dianteira. Como a reta de largada/chegada costuma ser uma das zonas de ativação desse sistema, o regulamento permitia que os carros partissem com o modo de menor arrasto aerodinâmico já ativado, diferente de quando o sistema era o DRS (usado até o ano passado), onde o diretor de prova liberava o uso a partir da segunda volta.
Na prática, isso significaria aceleração ainda mais agressiva, porém com uma perda significativa de pressão aerodinâmica em um momento de tráfego intenso. A combinação foi considerada perigosa, especialmente com os carros de 2026 sendo mais leves e mais rápidos na saída.
O piloto da McLaren, Oscar Piastri, foi direto ao apontar o risco: um pelotão inteiro largando com menos downforce seria, segundo ele, “uma receita para o desastre”.
Diante disso, as equipes concordaram que o uso do “modo reta” nas largadas não compensa o risco envolvido. A mudança ainda precisa ser formalmente ratificada pela FIA, mas a expectativa é que esteja em vigor já no Grande Prêmio da Austrália.